quinta-feira, 20 de agosto de 2015

“Conhecendo a si mesmo”

*J.F.LEITE

A literatura contemporânea chama de autoconhecimento o processo de se conhecer, a necessidade das pessoas saberem sobre si e sobre suas histórias…
A literatura contemporânea chama de autoconhecimento o processo de se conhecer, a necessidade das pessoas saberem sobre si e sobre suas histórias pertence ao ser humano desde Sócrates (filósofo grego – 470 – 399 a.C.).
Quando em uma de suas famosas frases ele diz: “conhece-te a ti mesmo”, traz a tona à sociedade da época que o filósofo, ao estudar sobre o ser humano, precisava também se conhecer.
O autoconhecimento é aquele saber que a pessoa desenvolve a seu próprio respeito. Refere-se às histórias que o indivíduo constrói sobre sua vida, nas quais se delineiam o que ele é, como ele é e como se relaciona.
Na vida, as pessoas desempenham papéis: o de profissional, o de mãe ou pai, esposa ou esposo, filho ou filha, amigo, irmão, dentre tantos outros. Ao desempenhar esses papéis, elas usam máscaras. Estas servem para que as pessoas se adaptem e sejam aceitas pelo meio.
Não há problemas em usar máscaras, elas são necessárias. O problema ocorre quando a pessoa se relaciona usando sempre só uma delas.
O outro problema é quando a pessoa troca os papéis, ou seja, está em um lugar, mas se comporta com atitudes que seriam mais coerentes para outros lugares.
Muitas vezes as pessoas usam máscaras diferentes daquilo que elas são. Isto pode ocorrer por diversos motivos: por necessidade de ser aceita ou por precisar contar uma história diferente do seu real jeito de ser.
Quando a pessoa vive com pouca flexibilidade entre os papéis que desempenha ou quando troca os papéis ou quando demonstra ser o aquilo que não é, podem ocorrer dificuldades emocionais, comportamentais ou de adaptação.
O autoconhecimento que se refere à capacidade de o sujeito olhar para como ele se relaciona, diz respeito ao saber que possibilita ao sujeito perceber a forma como está se colocando no meio que o cerca.
Os feedbacks que recebemos podem nos ajudar a construir uma imagem de como somos percebidos pelo meio e o grau de adequação do nosso jeito a cada situação.
A segunda forma de autoconhecimento se refere a como a pessoa é. Esta maneira de se ver, diz respeito às características físicas.
A pessoa nasce com uma biologia, em parte genética, mas há outras, moldadas pelas histórias vividas.
Reflexões que envolvem conhecer as características físicas ajudam a pessoa a aceitar aquilo que a genética lhe impõe e a perceber aquilo que ela pode ou quer transformar em si mesma.
Há ainda uma terceira forma de autoconhecimento que diz respeito ao que a pessoa é. Esta terceira parece ser a mais difícil de ser percebida. Costumo dizer que esse tipo de autoconhecimento é como se a pessoa olhasse em seus olhos num espelho: o que ela veria?
Esse tipo de se conhecer envolve perceber valores, missão de vida, histórias, dificuldades, talentos, escolhas, decisões, requer que a pessoa compreenda a sua unicidade e seu jeito particular de ser. Significa se olhar e se perceber como um ser único e inteiro.
A Psicologia Analítica chama de processo de individuação, o qual possibilita que a pessoa se reconheça como um ser único para ser a melhor pessoa que poderia ser para si mesmo e para o meio em que vive.
Esta terceira forma envolve refletir sobre a verdadeira essência humana. E é um processo. As pessoas não nascem com sua identidade pronta, ela é construída ao longo da vida. Muitas vezes, as pessoas se imaginam com alguma deficiência naquilo que pensam não serem muito adequadas e vão construindo saberes paralelos a seu próprio respeito. Algumas pessoas constroem imagens negativas de si mesma e outras se supervalorizam.
O analista junguiano Gustavo Barcellos faz o seguinte comentário: “contamos histórias e somos as histórias que contamos. Mais que isso, somos a maneira como contamos nossa história”.
O autoconhecimento está muito atrelado à percepção que a pessoa tem sobre a maneira como foi construindo sua identidade ao longo da vida e a forma como fala seu respeito.
Conhecer a si próprio é um processo, não termina nunca, pois a vida está em constante mudança e sempre coloca a pessoa diante de algo novo que vai requerer construir uma nova identidade para lidar com a situação. A psicologia pode ajudá-lo. Uma das formas é com a terapia.
A Psicologia é a ciência que estuda os comportamentos e trata a parte emocional do ser humano, sua adaptação no meio em que vive, como sente e pensa. A palavra Psicologia deriva de Psyche, figura mitológica grega, ao mesmo tempo significa alma (estudo da alma).
Muitos não sabem, mas a Psicologia tem uma vasta atuação em diferentes ramos, entre eles: Psicologia Social, Industrial, Infantil, Fisiológica, Forense, Educacional, Recursos Humanos, Clinica.
A Psicologia Clínica estuda o indivíduo, seu comportamento com o intuito de compreender, ajudar, ouvir, olhar e acolhê-lo. Sem julgamentos e sempre respeitando seja sua opinião ou estilo de vida.
A psicologia auxilia o indivíduo a compreender a si mesmo, entender os comportamentos dos outros indivíduos, melhorar as relações de grupo, resolver seus próprios problemas. Descobrir porque está apresentando determinado comportamento.
Durante o processo terapêutico, o indivíduo entra em contato com seus conteúdos internos, proporcionando a oportunidade de se redescobrir e lidar com seus próprios conflitos.
Esse trabalho não seria possível se não houvesse a confiança do cliente no trabalho do psicólogo.
O processo terapêutico exige muito tempo e muita paciência por parte do cliente. O indivíduo chega ao ápice quando percebe que pode lidar com situações que antes pareciam um grande problema para solucionar.
Segundo Carl Rogers, tornar-se pessoa seria libertar-se dos problemas, ser verdadeiro consigo, buscar soluções, ser receptivo e amoroso. E quando o ambiente não proporcionar oportunidades, o indivíduo não deve desistir e sempre lutar.
Alcançar a maturidade para enfrentar problemas, pensar, planejar, direcionar sua própria vida. Ser forte o suficiente para buscar suas realizações, seja profissionais, afetivas, familiar.
A vida nos coloca em situações desconfortáveis, a psicologia vai direcioná-lo a lidar com seus problemas do cotidiano.
O mais importante é alcançar sua felicidade, superando todas suas dificuldades!
Esta costuma ser uma das perguntas mais feitas pelos iniciantes na Psicologia, é uma dúvida muito comum também para os leigos em geral. Há um erro de percepção sobre o que é a psicologia e o que faz o psicólogo, essa percepção errônea se deve principalmente ao modo como a mídia tratou a psicologia e, também, às controversas práticas de alguns profissionais da área.
A psicologia é tanto uma área de atuação (ciência aplicada) quanto uma área de pesquisa (ciência acadêmica) que estuda basicamente o comportamento humano e o funcionamento da mente humana. Os pesquisadores da psicologia têm como objetivo entender e explicar como funcionam os pensamentos, comportamentos e as emoções. Dentre as aplicações práticas da psicologia podemos citar como exemplos a seleção, recrutamento, ergonomia, tratamento de distúrbios mentais, autoajuda, melhorar a auto eficácia, dentre muitas outras áreas que se envolvem diretamente com a saúde e os cotidianos das relações humanas.
A proposta “Conheça a Si Mesmo” é impressa desde a Grécia Antiga, sempre estimulada e dada como exequível. Mas desde as pesquisas e as publicações de Freud vem sendo mostrado que é um trabalho árduo, exigindo muito esforço.
É uma aventura através do desconhecido. Não é fácil como divulgam os livros de autoajuda. Não é possível com a proposta de Buda que faz uma repressão, uma denegação (nega que nega) do Eu Real: a iluminação com uma redução do Eu. As propostas que tentam apagar a natureza animal de onde emerge nossos sentidos só levam às violências internas e violências que são projetadas nos nossos próximos.
Se a liberdade se mantiver em algumas culturas podemos esperar uma Gestão do Eu evoluindo para um futuro cada vez melhor. Pode até reduzir nossa visão escatológica que o mundo está sempre acabando. O conhecimento da gestão da pessoa jurídica será impactado com o conhecimento do Eu Real. Empresas são pessoas. O Eu se estrutura sobre o Eu Real – uma base ainda desconhecida.
É no entanto, necessário entender sobre o nosso eu enquanto gestor do intelecto, o qual, segundo Cury se apresenta sob aspecto de códigos.
Cury chama códigos às funções da inteligência porque diz que não basta admirá-los nem entendê-los logicamente, mas que é preciso decifrá-los intimamente, desvendar os seus matizes, conhecer os seus segredos, ter disciplina e treinar para os assimilar.
"Quem os assimila, treina e incorpora no seu psiquismo desenvolve as suas potencialidades psíquicas: a arte de pensar, a saúde psíquica, bem como uma mente arguta, empreendedora, aberta, flexível, que vê segundo vários ângulos e dá respostas inteligentes em situações tensas."

Gardner no Inteligências Múltiplas, defende que o conhecimento está interligado através de sistemas de inteligências, localizadas em regiões diferentes do cérebro, mais ou menos desenvolvidas dependendo do indivíduo e da cultura. Ele realçou a inteligência linguística, a lógica ou matemática, a espacial, a corpóreo-cinestésica, a musical, a interpessoal, e a intrapessoal.
Cury diz que estas inteligências estão especialmente ao nível da terceira área da inteligência, a área consciente).
Para a Psicologia Multifocal a definição de inteligência é abrangente e como o próprio nome da teoria diz, é multifocal, multidinâmica, multifatorial. Alguns autores também sugeriram que a inteligência é multidimensional e modificável (FEURSTEIN, 1980). O conceito global de inteligência entra em três grandes estágios ou três grandes áreas. As duas primeiras são inconscientes e a última, consciente.
A primeira área é mais profunda, refere-se aos fenômenos inconscientes que atuam em milésimos de segundos no resgate e na organização das informações da memória e consequentemente na construção de pensamentos e emoções. Essa produção é registrada milhares de vezes por dia pelo fenômeno RAM (registro automático da memória), construindo a plataforma que forma o Eu, que é a expressão máxima da consciência crítica e capacidade de escolha. Tudo o que percebemos, sentimos, pensamos, experimentamos, tornam-se tijolos na construção dessa plataforma de formação do Eu.
A segunda área se refere ao corpo das complexas variáveis que influenciam em pequenas frações de segundos os fenômenos que leem a memória e produzem os pensamentos, imagens mentais, ideias e fantasias. Entre essas variáveis destaco "como estou" (estado emocional e motivacional), "quem sou" (a história existencial arquivada nas janelas da memória), "onde estou" (ambiente social), "quem sou geneticamente" (natureza genética e a matriz metabólica cerebral) e o "como atuo como gestor da psique" (o Eu como diretor do roteiro de nossa história).
Normalmente, as teorias enfatizam os aspectos psíquicos, sociais e genéticos na construção da inteligência. Alguns pensadores se fixaram na interação entre as duas grandes forças geradoras do desenvolvimento em geral, e da inteligência em particular, a natureza e a cultura. "Não é uma competição, é uma dança" (STERNBERG, 1990). Sim, de fato há uma dança dinâmica de variáveis, mas que ultrapassa essas duas grandes forças geradoras.
Como vimos, além da variável genética e cultural estão, em primeiro plano, as variáveis "como atuo como gestor do psiquismo" e o "grau de abertura das janelas da memória" determinado pelos estados emocionais (alegria, tranquilidade, humor depressivo, ansiedade). Ao estudar esses outros fatores descobrimos que a mente humana é mais complexa do que imaginamos.
Por exemplo, pensávamos no passado que somente quem teve uma infância com traumas, saturada de perdas e frustrações adoeceria, desenvolveria transtornos psíquicos e psicossomáticos. Pobre engano! Sabemos hoje que mesmo os que gozaram de uma infância feliz e sem traumas, que tiveram o privilégio de ter pais amorosos, generosos, solidários, podem ter uma vida psíquica miserável na adolescência e na vida adulta se não aprenderam a decifrar alguns códigos fundamentais ao longo do processo de formação da personalidade.
Poderão ser vítimas dos estresses financeiros, estresses existenciais, perdas, competição predatória, frustrações, preocupações excessivas; enfim, de uma série de variáveis que dilapidam seu patrimônio psíquico, em especial seu prazer de viver.
Outro exemplo: acreditamos ingenuamente que temos pleno domínio do processo de construção de pensamentos, ideias, imagens mentais. Não é verdade. Podemos dominar computadores, carros, aviões, mas não temos o domínio completo da mais incompreensível das máquinas: a mente humana. Quantos pensamentos inquietantes perturbam nossa tranquilidade sem que os tenhamos produzido conscientemente? Quantas ideias fóbicas transitam pelo palco psíquico sem que tenhamos permitido que fossem construídas pela vontade consciente?
O Eu como gestor psíquico, administrador do intelecto, é apenas um dos códigos da inteligência. Se mesmo sendo um bom gestor psíquico não dominamos completamente os pensamentos e as emoções da complexa mente humana, imagine se não decifrarmos esse código, imagine se abrirmos mão dessa gestão que ocorre nessa segunda grande área da inteligência.
Nesse caso, se usarmos um veículo como uma analogia da mente humana, podemos dizer que somos amordaçados no banco de passageiro como espectadores passivos de uma viagem que não programamos. Aliás, diariamente milhões de pessoas viajam em suas mentes no território das fobias, das preocupações doentias, da ansiedade, sem ter programado essa viagem. Entraram em um filme de terror que não queriam assistir. O dramático é que o filme roda na sua mente. Não há tecla para desligar o aparelho mental.
Ao estudarmos a primeira e segunda grande área da inteligência podemos concluir que Homo sapiens, capaz de desenvolver equações matemáticas, fórmulas físicas e lógicos programas de computador, pode ser tão ilógico a ponto de produzir reações agressivas, desproporcionais, irracionais.
Peritos em lidar com números podem perder sua lógica e reagir estupidamente à mínima contrariedade. Médicos aparentemente dosados diante de seus pacientes, podem reagir sem qualquer controle ao serem questionados por seus pares. Na realidade, o Homo sapiens, seja ele um psiquiatra ou paciente, matemático ou aluno, é micro ou macro de acordo com cada momento existencial. Ninguém é plenamente estável e coerente. O nível de flutuação apenas determina o grau de nossas doenças.
A terceira grande área da inteligência se refere aos resultados das duas primeiras áreas. Nessa área se encontram os comportamentos perceptíveis, capazes de serem analisados, avaliados, aferidos. Nessa área se evidencia a rapidez de raciocínio, o grau de memorização, a capacidade de assimilação de informações, o nível de maturidade nos focos de tensão, bem como os patamares de tolerância, inclusão, solidariedade, generosidade, altruísmo, segurança, timidez e empreendedorismo.
Na terceira área da inteligência, segundo o conceito da Psicologia Multifocal, é que são feitos os mais variados testes para se medir os mais diversos tipos de quocientes de inteligência. Entretanto, todos os testes são circunstanciais, parciais e incompletos. Nenhum deles é definitivo. Habilidades que são detectadas em uns, não são em outros. Capacidades que são aferidas em um momento, se mudamos as variáveis (como estou, onde estou, níveis de gestão psíquica), não são aferidas em outros.

Que aquelas inteligências de Gardner são competências intelecto-emocionais. Mas que os códigos da inteligência são mais abrangentes, envolvendo também as outras duas grandes áreas inconscientes da Psicologia Multifocal. E que decifrar e assimilar estes códigos produz o desenvolvimento não só das inteligências múltiplas de Gardner, mas a inteligência emocional de Goleman, a busca da superação de Adler, as competências propostas por Piaget, Vigotsky e outros pensadores.
Cury diz que a nossa psique precisa de um choque de gestão, caso contrário correremos o risco de bloquear as funções psíquicas vitais.
Diz que nada bloqueia mais a gestão do intelecto do que o Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA). Que precisamos ter consciência que não é só a qualidade negativa dos pensamentos que temos que pode comprometer a nossa saúde psíquica, mas também a quantidade de pensamentos.
A hiperconstrução de pensamentos (mesmo que não sejam pensamentos perturbadores) pode gerar o SPA, que compromete uma série de códigos da inteligência, como o da concentração, o da observação, da dedução, indução, bloqueando as funções vitais do intelecto. "Pensar com lucidez e coerência é a principal tarefa do homo sapiens, mas pensar demasiado, constitui o seu maior problema e gera um desgaste excessivo do seu córtex cerebral."
As causas do SPA são:
1.                  Excesso de informação
2.                  Excesso de estímulos visuais e sonoros da televisão
3.                  Excesso de estímulos dos computadores, internet, jogos, etc.
4.                  Excesso de atividades e compromissos
5.                  Competição predatória

E os seus sintomas são:
1.                  Irritabilidade
2.                  Flutuação Emocional
3.                  Inquietação
4.                  Intolerância a contrariedades
5.                  Défice de concentração
6.                  Esquecimento
7.                  Fadiga excessiva
8.                  Sono não reparador
9.                  Sintomas psicossomáticos, dores de cabeça, gastrites, etc.

Chama a atenção para o desastre mental a que temos sujeitado as crianças e os adolescentes dos nossos dias:
"O excesso de estímulos e de informação é registado na sua memória através do fenómeno RAM (Registo Automático da Memória), dando origem a milhares de janelas disponíveis que são lidas por um outro fenómeno inconsciente, a que chamo Autofluxo.
Estas janelas não são killers, mas sim janelas normais de memória. O fenómeno do Autofluxo, que deveria manter um 'fluxo calmo' de pensamentos e imagens mentais no teatro psíquico, de modo a gerar uma fonte de prazer e entretenimento no homo sapiens, lê rapidamente estas janelas porque está superexcitado, produzindo um fluxo de construção a uma velocidade nunca antes vista na geração mais nova da nossa espécie."

Afirma que as crianças e adolescentes são agitados, ansiosos, insatisfeitos, não gozam o ócio, que se ficam 10 minutos sem fazer nada entram em stress.
Que não gostam de estar nas escolas, não se conseguem concentrar, têm conversas paralelas, e estão sempre agitados nas aulas, não porque sejam alienados, mas porque sofrem de o SPA. Devido à SPA procuram novos estímulos que os saciem, como a ofegante procura de ar.
Mas não são só os jovens que sofrem de SPA. Quem sofre de SPA necessita uma cirurgia ao estilo de vida e não de tratamento clínico.
Temos que aprender a descontaminar a nossa psique, a fazer a limpeza da nossa mente, tal como sabemos que temos que fazer a nossa higiene corporal, tomar banho, escovar os dentes, etc.
Há algumas técnicas que por vezes são apontadas, aconselhadas, pela família, e pelos amigos, para proteger a nossa psique, para fazer uma higienização mental, mas que na pratica não funcionam, ou são de pouca eficácia:
1.                  Tentar parar de pensar
2.                  Tentar esquecer
3.                  Tentar distrair-se
4.                  Tentar mudar o seu pensamento

Não funcionam porque não é fácil gerir a nossa mente.
Mas há técnicas mais eficientes.
Os estímulos estressantes são provenientes de três grandes fontes todas elas relacionadas com fatores genéticos:
1.                  a social (envolve perdas, ofensas, rejeições, pressões, abuso sexual, ameaças, etc)
2.                  a psíquica (abrange fobias, humor depressivo, angústias, ideias perturbadoras, fantasias doentias, inseguranças, timidez, etc)
3.                  a orgânica

Cury diz que se aprendermos a filtrar os estímulos estressantes das duas primeiras fontes podemos melhorar muito a nossa qualidade de vida ainda que a nossa carga genética possa ser propensa a desenvolver ansiedade e humor depressivo.
A fonte psíquica de estímulos estressantes tem origem em duas grandes áreas:
1.                  a MUC (Memória de Uso Contínuo ou centro consciente)
2.                  a ME (Memória Existencial ou centro inconsciente)
Na MUC estão as experiências arquivadas na memória de forma consciente, na qual as zonas de conflitos ali arquivadas podem levar a ruminar pensamentos pessimistas, ciúmes exagerados e traumas não ultrapassados.
Na ME estão milhões de experiências arquivadas na memória de forma inconsciente, na qual as zonas de conflitos ali arquivadas podem levar a angustia, tristeza, irritabilidade, timidez, etc.
Para filtrar os estímulos é necessário desenvolver a capacidade psíquica de os digerir.
Desenvolver uma espécie de "estômago psíquico", e o suco gástrico deste complexo estômago é a arte da dúvida e da crítica.
"O ser humano e as sociedades modernas em que está inserido precisam de dois grandes choques, um filosófico e um psicológico, um choque da arte da dúvida e um da arte da crítica. Sem estes dois choques não há maneira de dar um choque de gestão na psique."

Para Cury a dúvida é o princípio da sabedoria na filosofia. Duvidar no silêncio das nossas mentes de tudo o que nos controla, protestar, questionar, arguir, inquirir e até rebelarmo-nos contra os estímulos interiores e exteriores que nos aprisionam.
A crítica é o princípio da sabedoria na psicologia. No silêncio da nossa mente, criticar analisar, ponderar, aferir e impugnar todos os estímulos sociais e psíquicos que nos controlam.
Para sobreviver "saudavelmente nesta sociedade agitada e consumista é necessário desenvolver o estômago psíquico saturado de enzimas da arte da dúvida e da crítica".
"O choque de gestão psíquica é um processo longo, mas fascinante."
Realça que é preciso saber-se que se não se usar o filtro da arte da dúvida e da crítica nos primeiros 5 segundos em que os pensamentos e ideias mórbidas forem construídos, estes serão arquivados e já não poderão ser apagados.
Não é possível esquecer ou apagar fontes interiores de traumas e outros problemas, mas é possível reeditar a memória ou construir janelas paralelas.
As janelas paralelas são construídas com um auto diálogo, com uma mesa redonda do eu.
Uma mesa-redonda com as nossas tolices, burrices, medos e pensamentos débeis. Discutir os fundamentos e a coerência dos nossos medos, debater de forma lúcida as nossas mazelas. Fazer "uma mesa-redonda usando o cardápio da dúvida e da crítica de modo a dar um choque de gestão."
Com a técnica da mesa-redonda do eu promove-se a formação de "janelas light, saudáveis, que contêm ousadia, autodeterminação, consciência crítica e segurança.
Estas, por sua vez abrem-se simultaneamente quando uma janela traumática ou killer se abre, dando orientações para a sua superação."
Deste modo o "eu" assume a gestão psíquica.
A mesa-redonda deve ser feita antes, durante e depois das crises.
Mas deve ser praticada especialmente quando as janelas killers estão fechadas, ou seja, antes e depois das crises. O objetivo essencial é formar janelas light que vão funcionar como um filtro na altura das crises.
Mas, não é possível reeditar todo o filme do inconsciente, devemos pelo menos reeditar as zonas de conflito que mais influenciam o adoecimento psíquico, as janelas killers que causam as flutuações de humor, angustias, etc.
Para isso, devemos usar um processo diferente da construção de janelas paralelas, "devemos agir diretamente no foco de tensão, no momento em que a janela killer está aberta, no epicentro da crise."
"no exacto momento em que uma reacção fóbica ou uma imagem mental destrutiva surgir a partir da zona de conflito aberta, o eu deve rapidamente agir, criticar, arguir, examinar, enfim, bombardear com inteligência esta zona de conflito com as mesmas questões que propus na mesa-redonda do eu."

Assim temos o que Cury chama de "Plataforma de janelas saudáveis":
·                    Exterior da crise -> mesa-redonda para construir janelas paralelas
·                    Durante a crise -> mesa-redonda para reeditar a janela doentia

Esta plataforma deve ser tão ampla que nos proporcione condições psíquicas e sociais para vivermos com dignidade.
Cury compara o inconsciente a uma grande metrópole, "com ruas esburacadas, mal iluminadas, com supermercados saqueados e teatros vazios". A cidade psíquica não é perfeita mas é possível reurbanizar, construindo bairros muito agradáveis.
Exercícios propostos para decifrar o código do "eu" enquanto gestor do intelecto:
1.                  Mesa-redonda diária com os nossos medos, ansiedades, preocupações, angustias e estilo de vida doentio. (pelo menos 10 minutos por dia, ou várias vezes ao dia)
2.                  Confrontar cada pensamento negativo através da arte da dúvida e da crítica no exato momento em que este aparece.
3.                  Aprender a conservar o nosso espaço psíquico, não permitindo que ninguém o invada sem que nós o permitamos
4.                  Perguntar-se constantemente: quem sou, onde estou, o que sou, o que quero, que papel desempenho como ser humano e ser social.
5.                  Cuidar da psique como a mais importante empresa, a única que não pode falir.

O código da autocrítica segundo Cury tem a ver com a auto avaliação, com a capacidade de ponderarmos os nossos atos, avaliar os nossos comportamentos, e ajustá-los e corrigi-los.
É pensar antes e depois. Pensar antes de reagir e pensar nos resultados dos nossos atos.
Cury diz que os nossos comportamentos são como sementes. Pequenas e frágeis, mas que podem rapidamente se disseminar, no imediato ou num futuro mais distante.
Aconselha a nos lembrarmos que:
1.                  gastar demasiado pode trazer angustias futuras
2.                  o sucesso é efémero
3.                  trabalhar com conta e medida, pois a saúde não dura sempre
4.                  levar os estudos a sério
5.                  o amor não dura para sempre, é preciso cultivá-lo

A espontaneidade, o respeito, o amor e a admiração

As nossas expressões espontâneas influenciam muito mais os outros do que o que dizemos de forma elaborada e pensada. Isto, segundo ele, tem a ver com o registo "fotográfico" da mente humana - pelo fenômeno RAM - Registo Automático da Memória.
Este fenômeno capta as reações espontâneas e regista as que têm mais peso emocional.
As pessoas respeitam-nos mais pela imagem que construímos nelas do que pelas palavras que proferimos. Esta imagem psíquica vai determinar o grau de admiração, que por sua vez, determina o impacto dos nossos atos.
Cury diz que precisamos de uma estratégia para provocar o fenômeno RAM, pois não é fácil refazer as imagens plantadas no inconsciente, mas é possível.
Para isso é preciso reciclar velhos comportamentos e lembrarmo-nos que não se pode pedir a ninguém para nos amar ou admirar, ou respeitar.
Diz que para decifrar o código da autocrítica é necessário procurar decifrar o código do amor e da admiração:
1.                  elogiar antes de criticar
2.                  ter reações generosas e surpreendentes
3.                  falar menos e agir mais
4.                  humanizar-se, abrir-se aos outros, expor as nossas falhas e fraquezas
5.                  Descobrir as pessoas que amamos, os seus gostos, interesses, preocupações
6.                  deixar de querer ser perfeito

Antes de criticar os outros temos que pensar no impacto que os nossos atos vão ter na sua mente, ou seja temos que fazer a nossa própria crítica.
Os medos que são fruto de pensarmos nas consequências dos nossos comportamentos são medos saudáveis e imprescindíveis, pois podem levar a reflexões, a mudanças no nosso estilo de vida.
Mas não podemos deixar que esses medos se tornem intensos, que bloqueiem a liberdade de viver pensar e agir.
Pensar antes de reagir é fundamental, pois nos segundos que se seguem a um foco de tensão somos controlados por zonas de conflito que bloqueiam milhares de janelas light, impedindo o acesso a informações que nos forneceriam serenidade, coerência intelectual e raciocínio critico.
Cury diz que muitas vezes pensamos antes de reagir com estranhos, no dia a dia da nossa vida profissional por exemplo, mas frequentemente não o fazemos com as pessoas que amamos, no seio da nossa família.
Por isso diz que se deve praticar a oração dos sábios: o silêncio durante os focos de tensão.
Que não podemos viver sob a ditadura da resposta, devemos controlar a necessidade de reagir quando somos pressionados.
Não contando até dez pois essa técnica não funciona, mas praticando o silêncio filosófico (libertarmo-nos da necessidade doentia de reagir em situações de stress) e a tolerância. 
"É melhor ser-se lento a pensar do que rápido a magoar."
"Quem se orgulha de dizer tudo o que pensa, magoa quem deveria ser amado e, portanto, não decifrou a linguagem do autocontrolo."
"As decepções fazem parte do cardápio das melhores relações. Nesse cardápio necessitamos do tempero do silêncio para preparar o molho da tolerância."
"O silêncio e a tolerância são o vinho dos fortes; as reações impulsivas são a bebedeira dos fracos."
"É preferível conviver com uma pessoa simples, sem cultura acadêmica, mas tolerante do que um ser humano possuidor de uma irrefutável cultura, mas saturada de radicalismo, egocentrismo e estrelato. A sabedoria e a autocrítica não se aprendem nos bancos de escola, mas no traçado da existência."
Alguns exercícios podem auxiliar como proposta para decifrar o código da autocrítica:
1.                  Praticar a paragem introspectiva antes de reagir
2.                  Praticar a oração dos sábios, o silêncio em vez da ditadura da resposta
3.                  Não viver sob o binómio estimulo-resposta
4.                  Não ser escravo do que pensam e falam sobre si
5.                  Conquistar a admiração em vez do temor, provocando o fenômeno RAM com ações/reações surpreendentes

Cury diz-nos que o código da psicoadaptação reflete a capacidade de suportar a dor, de ultrapassar obstáculos, de gerir conflitos e adaptar-se a mudanças psicossociais.
Diz que é o fenómeno de psicoadaptação que gera o código da resiliência.
O grau de resiliência de um ser humano depende, pois, de ser capaz de superar, de se adaptar, perante as adversidades que surgem no caminho na sua vida.
Um baixo grau de resiliência em que uma pessoa suporta de forma deficiente as crises e os acontecimentos adversos, pode levá-la a sofrer de depressão, de pânico, ansiedade, de sintomas psicossomáticos e mesmo levar ao suicídio imaginário, físico ou psíquico, em que a pessoa auto abandona-se, e passa a refugiar-se no alcoolismo, nas drogas e em comportamentos autodestrutivos.
Este código, o da resiliência, está fortemente ligado ao código de gestão do intelecto, em especial à gestão de pensamentos mórbidos, à construção de janelas paralelas e à reedição do inconsciente.
Lembra novamente que é fundamental um choque de gestão do intelecto para suportar crises e tensões.
A adaptabilidade e capacidade de superação de crises depende mais da aprendizagem do que da carga genética.
Os fatores genéticos de propensão à hiperatividade, ansiedade e irritabilidade dificultam as capacidades de psicoadaptação, mas este código deve ser decifrado pela aprendizagem.
Alguém que sofre de SPA tem também mais dificuldades de superar adversidades.
Apesar das dificuldades de superação em relação a outras pessoas, estes indivíduos, ao decifrar os códigos da inteligência, podem desenvolver grandes competências resilientes.
Cury refere que o sentimento de culpa em excesso gera hipersensibilidade. Que esta causa transtornos, entre eles a escassez de proteção emocional. E que as perdas podem causar grandes impactos.
Sem o fenômeno da psicoadaptação "um adulto não sobreviveria aos vexames, humilhações sociais, perdas de emprego e crises financeiras que lhe vão acontecendo ao longo da vida."
"A dor, as derrotas e as lágrimas devem ser sempre evitadas, mas ninguém vive continuamente sob um céu sem nuvens. Como as turbulências são inevitáveis, inclusive em dias de céu limpo, deveríamos usá-las para expandir a nossa maturidade resiliente."
Como isto pode concorrer para a maturidade? Aprendendo:
1 - a ser digno de subir ao pódio usando os fracassos para lá chegar
2 - a ser digno da maturidade usando as incoerência para a atingir
3 - a ser digno da saúde psíquica usando as crises, problemas, depressões para a destilar
4 - a ser digno do sucesso ao não desprezar as derrotas e acidentes de percurso
5 - que a pior forma de lidar com as adversidades é virar-lhes as costas
6 - que é necessário fazer a "mesa redonda do eu", para delinear estratégias de superação
7 - que uma pessoa que não desiste dos seus sonhos pode usar o caos como oportunidade criativa.

Cury fala da sua própria experiência para lembrar que a vida é cíclica. Que vales e montanhas se sucedem.
"A vida é uma grande aventura em que as noites e os dias se alternam."
A vida tem o bom e o mau, o drama e o lírico.
"Viver é conquistar, ter experiências, cultura, amigos, um grande amor; viver também é perder, reduzir a destreza muscular, o reconhecimento social, a vitalidade social. Viver é ficar encantado com os outros e ter expectativas correspondidas; viver também significa desencantar-se e ter expectativas defraudadas."
"Quem decifra o código da resiliência vai construindo, apesar de não ter consciência, ao longo da sua vida centenas de janelas light no seu inconsciente, que darão sustentabilidade à sua lucidez, ânimo, sensibilidade, sabedoria e tranquilidade. Ainda que se perca a vitalidade física, preservar-se-á a psíquica; ainda que os aplausos cessem, a vida continuará a ser um espetáculo no anonimato."


Cury diz que é importante considerar dois ingredientes fundamentais do psiquismo: o treino (disciplina) e os sonhos.
Mas que os sonhos sem treino produzem pessoas frustradas e conformistas, e que treino sem sonhos produz pessoas sem objetivos, vítimas e servas do sistema social.
Pontos para decifrar o código da resiliência:
1 - Ter consciência de que a vida é cíclica
2 - Treinar-se diariamente a enfrentar obstáculos e crises com flexibilidade
3 - Usar as decepções e adversidades para nos reconstruir e não para nos destruir
4 - Ter consciência de que para ser digno de saúde psíquica é necessário usar as próprias crises para a destilar
5 - Aprender a escrever nos dias mais dramáticos da nossa existência os capítulos mais importantes da nossa história.

Cury diz-nos que o "altruísmo é o reflexo da nossa humanidade, pois quanto mais altruístas somos, mais humanos seremos".
O altruísmo é o contrário do egoísmo e do individualismo. Com estes expressamos a nossa natureza animalesca ou instintiva, e seremos agentes da exclusão e da agressividade.
Com aquele (com o altruísmo) expressaremos a grandeza da alma, e seremos agentes da bondade, compaixão, generosidade e desprendimento. Seremos solidários com quem falha e estimularemos o outro incluindo-o.
A decifração deste código levará uma pessoa a ser um ser humano sem fronteiras. Desenvolverá a paixão pela Humanidade, aprendendo que primeiro somos seres humanos, e só depois somos Portugueses, Brasileiros, Chineses ou Americanos, ou qualquer outra classificação de grupo.
Cury diz que quem decifra este código passa a ver para além das aparências exteriores dos outros, passa a ver as suas necessidades e conflitos, passa a querer compreender o que lhes vai na alma.
Os altruístas não exploram nem se aproveitam dos outros, antes partilham com eles. Que o altruísta nutre um sentimento de gratidão para com os outros: para com os empregados que o servem, para com os colegas de trabalho que com ele colaboram, para com os professores que o ensinaram, e para com os pais que o educaram e sustentaram.
Os altruístas não são ingênuos. Doam-se aos outros porque aprenderam a reconhecer e a agradecer aos que se doaram por eles.
O altruísta não vive em função de si mesmo antes procura fazer os outros felizes cultivando o bem-estar à sua volta.
Cury fala dos problemas de agressividade entre jovens nas escolas. E diz que isso é apenas a ponta do icebergue de um problema maior de muito e muitos alunos que não desenvolveram o altruísmo, a capacidade de se doarem aos outros, a capacidade de se colocarem no lugar dos outros.
E que na base de tudo estão pais e professores que também não desenvolveram adequadamente essas capacidades de gratidão e generosidade.
Diz ainda que para nos colocarmos no lugar do outro temos que fazer uma interpretação do outro. E isso levanta vários problemas, porque as interpretações são imagens que podem estar mais ou menos ajustadas à realidade daquilo que o outro é e sente.
Que interpretar gera frequentemente grandes distorções, e que é precisamente o código do altruísmo, associado ao código da autocrítica e da gestão psíquica do eu, que pode minimizar essas distorções de interpretação.
Cury aponta as consequências trágicas do egoísmo, individualismo e egocentrismo, quando estes se desenvolveram no passado, dando como exemplo a II Guerra Mundial, Hitler e a opressão dos campos de concentração.
Segundo ele só a educação altruísta pode lutar contra a manifestação do instinto humano no tecido social.
Mas não se julgue esta uma tarefa fácil. Pois é mais fácil educar o intelecto para aprender a ler do que para educar a emoção para aprender a doar-se.
O altruísmo ensina-se pelo exemplo. No ensino do altruísmo a eloquência do silêncio é mais eficaz do que as palavras.
O individualismo é uma fonte de transtorno psíquico, a solidariedade é fonte de saúde emocional.
O excesso de atividades e estímulos leva ao SPA e ao Síndrome da Exteriorização Existencial, em que o ser humano deixa de conseguir refletir, repensar e reorganizar-se adequadamente para descobrir o sentido da existência.
Para decifrar o código do altruísmo temos que reduzir a ansiedade e isso não se coaduna com uma mente agitada e inquieta.
Estas são duas armadilhas para a mente humana: a insensibilidade e a hipersensibilidade. Podem bloquear o código do altruísmo e o código do eu como gestor psíquico. Pode também comprometer o código da resiliência.
Um anti-altruísta sofre de insensibilidade.
E um hiper-altruísta sofre de hipersensibilidade.
Se o primeiro fere os outros, o segundo fere-se a si mesmo para não magoar os outros.
Os hipersensíveis são excelentes seres humanos, mas estão mais sujeitos a depressões e a outros transtornos emocionais.
Cury diz que devemos educar a sensibilidade, e que para isso devemos procurar conhecer a história das pessoas que amamos, aprendendo com as experiências mais importantes dos nossos pais e professores.
Eis um modelo de exercício proposto para decifrar o código do altruísmo:
1.                  Descobrir o prazer de se doar rompendo com o individualismo
2.                  Participar em atividades sociais de preservação da vida e do meio ambiente
3.                  Ensinar os mais jovens a ser apaixonados pela Humanidade, e a compreender que existe um tesouro dentro de cada ser humano
4.                  Prevenir a hipersensibilidade, não vivendo a dor dos outros, nem super protegendo-os.

5.                  Praticar a oração dos sábios: o silêncio




*Joenildo Fonseca Leite, Servidor Público Estadual/MG. Diretor Acadêmico da FAETEFIL. Teólogo, Pedagogo, Psicólogo Clínico. Psicanalista Clínico.

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