sábado, 16 de maio de 2015

O PAPEL DA DIDÁTICA NO ENSINO SUPERIOR



FACULDADE ALFREDO NASSER

CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA LICENCIATURA
 CESAR,J.S.


 

O PAPEL DA DIDÁTICA NO ENSINO SUPERIOR

Agradeço a Deus pela sua presença em minha vida e sustentação durante todo o curso de pós-graduação e em especial na elaboração e conclusão desta monografia.
A minha esposa Verbênia e aos meus filhos: Marcos Vinicius, e Anna Clara, pela compreensão e paciência que tiveram para que eu pudesse me dedicar a esse trabalho.
Ao meu orientador, prof. Joenildo Fonseca Leite, e a todos que direta ou indiretamente contribuíram para que esta monografia fosse concluída e entregue.





INTRODUÇÃO



Atualmente em nosso contexto educacional tem-se refletido muito sobre a Didática, não só nos cursos de formação de professores de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental, Curso Normal de ensino médio, mas também nos cursos de graduação na área de educação e nas pós-graduações, especialmente no curso de docência do ensino superior.


No caso do ensino superior é motivo de muito debate e reflexão por parte dos professores de Didática e dos alunos, futuros docentes. Na prática docente de nosso atual contexto escolar, presencia-se uma atuação ainda autoritária e enciclopedista por parte de alguns professores, pois segundo Freire (2003), trata-se da educação bancária, onde o estudante é uma mera conta corrente que o professor depositante vai enchendo o aluno (depositário) de conhecimento, de forma mecânica, repetitiva e memorativa.


É preciso mudar essa concepção, esse modo de agir, logo a Didática é esse instrumental valioso e imprescindível para a construção do aluno em cidadão crítico e participativo, sendo um processo lento e gradativo, dependente não apenas do sistema escolar, mas principalmente da atuação do professor com o aluno, visto que a interação entre ambos resultará numa vivência que os ajudarão na ratificação da autonomia, a construção do saber e a reflexão das realidades sociais.


A Didática em si é construção, é interação, é dialética, é contínua na formação e na prática docente, é pressuposto fundamental para o exercício do magistério, seja na educação básica como no ensino superior.


Para o desenvolvimento do trabalho proposto foram delineados alguns objetivos, de uma forma mais ampla procurou-se compreender o papel da

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Didática em sua atuação na relação professor x alunos e a sua concepção no ensino superior.

Especificamente priorizou perceber a atuação da Didática na relação professor x aluno, onde o professor do ensino superior tem um papel marcante em suas mãos, pois trabalhará não somente as técnicas, mas a interação e a socialização do conhecimento com seus alunos, nesse processo de construção mútua do saber.


Outro objetivo específico foi o de reconhecer o papel da Didática no Ensino Superior, visto que a disciplina é necessária na formação e preparação do futuro docente.


O problema da presente pesquisa é investigar o papel da Didática no ensino superior, seja na relação professor x aluno, como também em sua abordagem nesse contexto educacional. Verificou-se em relação a esse problema que serão as seguintes questões de pesquisa do trabalho:

Qual a atuação da Didática na relação professor x alunos?


Qual a importância da Didática no ensino superior?


Este estudo justifica-se pelo fato do tema ter atraído este pesquisador em função de como educador formado e atuando atualmente no magistério do ensino fundamental e de ter feito o Curso Normal há 17 anos atrás, ter terminado uma graduação no ano de 2002, no curso de Pedagogia e no corrente ano fazendo uma pós-graduação em Docência do Ensino Superior, fica uma indagação até aqui, o que a Didática, disciplina integrante e importante nos três cursos citados, ajuda e / ou orienta ao recém-formado professor em sua prática docente?

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Sendo assim, a presente pesquisa pretende destacar o papel da Didática no ensino superior, sua relação, importância e aplicabilidade na prática docente e formação dos futuros professores.


Sua relevância será em mostrar como estamos e como poderemos através da presente pesquisa avançar em termos científicos na formação de futuros professores, para que esses sejam sujeitos atuantes, agentes de construção, críticos, reflexivos e participativos na sociedade. Entende-se que a interação professor x aluno reflete positivamente e que a Didática é o caminho para se buscar a qualidade e a melhor forma de se ensinar.


A pesquisa é do tipo bibliográfica, apoiando-se nos autores nacionais: Paulo Freire, Moacir Gadotti, José Carlos Libâneo, Marcos Masseto, Nilda Teves, dentre outros.

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CAPÍTULO I

ATUAÇÃO DA DIDÁTICA NA RELAÇÃO
PROFESSOR X ALUNO

“... ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as

possibilidades    para    a    sua    produção    ou    a    sua

construção”.(PAULO FREIRE)

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ATUAÇÃO DA DIDÁTICA NA RELAÇÃO
PROFESSOR X ALUNO


A Didática é importantíssima na formação do professor e mais ainda em sua prática docente. Nela têm-se os mecanismos de preparação do educador, visando habitá-lo para as atividades que irá exercer em seu cotidiano e como atuar com seus alunos.


E nesse sentido, segundo Luckesi, o educador deve:


“... deter habilidades e recursos técnicos de ensino suficientes para possibilitar aos alunos a sua elevação cultural através da apropriação da cultura elaborada. Ensinar não significa, simplesmente, ir para uma sala de aula onde se faz presente uma turma de alunos e ‘despejar’ sobre ela uma quantidade de conteúdos. (...) o educador necessita possuir habilidades na utilização e aplicação de procedimentos de ensino”. (LUCKESI, 1994, p.116-117).


No passado não muito distante, a Didática era uma disciplina meramente técnica, onde a ênfase maior estava nos métodos e procedimentos a serem utilizados no ensino-aprendizagem. Atualmente, além de cumprir essa premissa, também está incumbida de atuar na construção do futuro professor, não só em sua prática docente, bem como em sua atuação como cidadão. Não é meramente despejar conteúdos nos alunos, mas levá-los a se apropriarem deles de uma forma em que se tenha reflexão, crítica e os possibilitem a atuar na sociedade de uma maneira mais participativa. É essa uma das habilidades em que o professor universitário deve ter e que a Didática apresenta para que possa haver a construção do conhecimento.

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E a Didática nesse contexto de construção do conhecimento faz com que o professor de hoje, se relacione com seus alunos de uma forma diferente

de outrora, onde alguns valores deverão ser discutidos e trabalhados em    sala

de aula. A Didática mostra ao professor que ele não é um mero reprodutor do sistema, mas que tem senso crítico, e Gadotti diz que: “o educador não é

aquele  que  reproduz  os  sermões  prontos  e  acabados,  mas  aquele  que

desperta consciência, motiva para existência”. (GADOTTI, 1995, p.45)”.


Ser consciente e conscientizar seus alunos é algo que deve ser presente e marcante no professor de nossos dias, pois é imprescindível para construção de cidadãos cônscios de sua existência e do seu papel na sociedade.

Freire (2000) fala do inacabamento do ser humano, onde afirma que a experiência da vida parte da construção do próprio ser humano. Não se tem nos animais a consciência ética em que há nos homens e mulheres, ou seja, o poder de intervir no mundo, de interagir com outras pessoas, de criar, de se comunicar, de decidir, de lutar e fazer política. O homem é um ser inacabado que no decorrer da vida percebe a sua existência, que por sua vez, vira corpo consciente, que pensa, age e será enchido por conteúdos. Ao perceber o mundo, o ser humano inacabado, aprende através da experiência vivida, pois não está no mundo para simplesmente se adaptar a ele, mas de quem se insere nele. O professor nessa relação com os alunos, segundo Libâneo visa
“preparar os alunos para se tornarem cidadãos ativos e participantes na família,

no trabalho, nas associações de classe, na vida cultural e política”. (LIBÂNEO, 1994, p.47).


Nesse aspecto, Freire (2000) e Libâneo (1994) concordam que o homem é um ser inacabado e que o professor é um mediador entre o aluno e a sociedade, e sua contribuição é formar cultural e cientificamente, preparando-os para conquistas democráticas. A Didática tem um papel valioso nessa

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relação de construção mútua do saber, do crescimento do ser, de mostrar que ambos são inacabados e que interdependem para se realizarem.

No decorrer da vida do se inacabado que somos, há outro ponto importante em que a Didática também visa trabalhar em sala de aula, na relação professor x alunos, que é a autonomia, e Teles afirma que: “ser crítico,

enquanto  educador,  é  considerar  que  o  jovem  pensa,  vive,  que  ele  tem

hipóteses sobre o objeto do conhecimento”. (TELES, 1992, p.60). O professor que não é tradicional, mas tem essa visão, procura desenvolver em seus alunos uma maior consciência, levando-os a buscarem suas autonomias. Nesse processo cabe ao professor, ouvir e conhecer seus alunos, dialogar de forma a abrir espaços para questionamentos e debates, sendo sua preocupação maior, ajuda-los na construção da expressão e do conhecimento, formando assim, seres participantes, críticos e reflexivos como cidadãos. O professor não deixa de utilizar a didática em sala de aula, ou seja, métodos, técnicas e procedimentos para ministrar uma aula, mas a tem também como uma ferramenta de construção constante com seus alunos, de um diálogo que os levem a respeitarem a autonomia um outro.


Freire diz que “o respeito à autonomia e a dignidade de cada um é um

imperativo  ético  e  não  um  favor  que  podemos  ou  não  conceder  uns  aos

outros”. (FREIRE, 2000, p.66), ou seja, se você não respeita a autonomia do outro, dos seus alunos, você está transgredindo a ética aos seus princípios fundamentais. Nota-se que a partir do momento em que o professor foge desse princípio de respeito à autonomia de cada um, ele sorrateiramente tornar-se-á um professor autoritário onde limita a liberdade do ser inacabado, daquele que não vem vazio para a escola, para universidade, etc., mas que pode trocar experiências e vivências, logo não está usando a didática em sua plenitude, em seu contexto atual.


A Didática é uma disciplina em que aborda que o ensinar é uma especificidade humana, onde a troca de experiências e vivências é

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fundamental para que os conteúdos a serem apreendidos pelos alunos, tragam êxito no final, onde o professor possa vislumbrar e perceber a construção de ambos no tocante ao conhecimento. Para que essa relação venha se efetivar de forma satisfatória e plena, Freire diz que uma das qualidades que o professor deve ter é a que as “suas relações com as liberdades dos alunos é a segurança em si mesmo”. (FREIRE, 2000, p.102). Essa segurança está no fato do professor respeitar as liberdades individuais dos alunos, aceitar rever conteúdos e práticas docentes, a ser firme em sua atuação, decidido a criar possibilidades de expressão e crescimento dos discentes. Esta é uma qualidade importante em que o professor como ser inacabado, consciente e autônomo, propicia a seus alunos a oportunidade de se conscientizarem e ratificarem suas autonomias.


Freire diz ainda que “quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. (FREIRE, 2000, p.25). Observa-se nessa afirmativa o quão importante é ensinar do que meramente transmitir conhecimentos e que nesse processo de interação não há ensino, educação, se não houver professores e alunos. A didática também orienta que ensinar exige rigorosidade metódica, mas o professor como mediador levará os educandos a pensar certo, a conhecer e a intervir no mundo como seres históricos.

Nessa linha de raciocínio, ensinar exige pesquisa, que é sair da curiosidade ingênua ou senso comum para se chegar a uma consciência crítica. Ensinar também exige respeito aos saberes dos educandos, a usar a criticidade, a ter uma formação ética, sabendo que como professor é preciso fazer a corporeifação das palavras pelo exemplo ao ensinar, ou seja, fazer isso através de uma pratica testemunhal. Ensinar exige também o reconhecimento de se assumir como ser social e histórico e que sua assunção de si mesmo não exclui os outros, pelo contrário denota sua identidade cultural.


O professor que prepara futuros docentes, no caso do ensino superior, seja na graduação ou na pós-graduação, deve também trabalhar com eles

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quanto aos obstáculos que vivenciarão, bem como levá-los a reconhecerem o valor das emoções, da sensibilidade e da afetividade, pois na prática cotidiana da docência, o futuro professor saberá que não estará lidando com alunos meros depositários de conhecimentos acumuláveis, que na visão da pedagogia tradicional é feita de forma reprodutora e mecânica, mas sim, que são seres humanos inacabados e em constantes mudanças, tanto biológica, psicológica e socialmente.


O professor que não tem a preocupação primaz de reproduzir, pode segundo Masetto:

“Juntos, professor e aluno, têm a tarefa de buscar novas informações além das que os textos escolares trazem. Enfim, a criatividade e o crescimento são um desafio a ser permanentemente perseguidos pelos dois parceiros do projeto educacional”. (MASETTO, 1997, p.36).


A partir desse momento, o professor tem a oportunidade de trocar o conhecimento, compartilhar as experiências e vivências de seus alunos, a intensificarem suas relações em sala de aula, pois ela é um espaço de crescimento e aprendizado, e que professor e alunos são os maiores interessados na busca e troca de saberes, onde ensinar não é restritamente transferir conhecimentos, mas como diz Freire: “Ensinar exige consciência do

inacabamento  do  ser  humano  e  do  reconhecimento  do  ser  condicionado,

sabendo respeitar a autonomia do ser do educando”. (FREIRE, 2000, p.55).


No ato de ensinar, o professor deve agir com bom senso, humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educandos, pois exige também apreensão da realidade, alegria daquilo que está fazendo e a esperança de junto com os alunos pode aprender, ajudando-os a produzirem seus conhecimentos.

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O conhecimento é construído, não é meramente transmitido ou produzido pelo professor, mas ao estar em sala de aula, deve ter consciência que esse é um espaço que possibilita uma troca, oportunidade ímpar de tirar proveito do currículo oculto. Sem dúvida que o aluno, um ser inacabado, mas em processo de crescimento, de aprendizado constante, construirá com a mediação do professor, os conhecimentos imprescindíveis para sua vida.


A vivência dos saberes dos alunos contribui na formação e na produção do conhecimento, não descartando a teoria (conteúdos), mas a junção das duas partes poderá chegar a uma melhor conscientização e autonomia do aluno, que é sujeito ativo e participativo no processo de ensino, aluno que está se preparando para exercer o magistério na educação básica ou ensino superior.


A Didática aproxima e traz a reflexão de se buscar uma maior interação entre professor e aluno, seja no compartilhar, na construção mútua do conhecimento, no respeito à autonomia de ambos, mas como diz Masetto: “É

importante que o aluno desenvolva sua sociabilidade e comunicabilidade com os colegas da turma, da escola, com os professores e com a comunidade em geral”.(MASETTO, 1997, p.22).


O professor que leciona no ensino superior deve valorizar esses aspectos na sala de aula, como enfocar para os futuros educadores a adotarem desde cedo com seus alunos a comunicação, a valorização do outro e da solidariedade, mostrando que jamais perderão suas individualidades.

Vivemos num país e num momento em que a competição e a sobrevivência estão mais acirradas, mas que apesar dessa luta constante, é importante o entrosamento, a troca de experiências, a afetividade e a comunicação entre colegas de turma, com os professores e ampliando para fora da sala de aula, com todos que estão em seu entorno. O professor e sua relação com os alunos devem primar por esses valores que são positivos para

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aplicabilidade na sociedade em que vive, no entanto, a mesma, pouco ou quase nunca os difundem como poderia, pois o individualismo e a competição são patentes e ferozes atualmente.

Cabe então ao professor preparar os futuros educadores a trabalhar esses valores com os futuros discentes, par que a sociabilidade e a comunicabilidade não desapareçam da sala de aula como reflexo do que a sociedade tem pregado, mas que nela possam exercê-las, aplicando quando estiverem em seu cotidiano, com todas as pessoas e nos mais variados contextos.


Tendo um ambiente favorável para o aprendizado, o aluno que é solidário e usa a comunicação como parte de seu crescimento como pessoa e cidadão, tem como reflexo uma maior interação com o professor e essa relação pode também como diz Libâneo:

“... ressaltar dois aspectos (...) no trabalho docente: o aspecto cognitivo (que diz respeito à forma de comunicação dos conteúdos escolares e às tarefas escolares indicadas aos alunos) e o aspecto sócio-emocional (que diz respeito às relações pessoais entre professor e aluno)”.(LIBÂNEO, 1994, p.249).


No aspecto cognitivo, o saber ouvir é imprescindível, pois o professor não pode ser apenas um transmissor de informações ou fazedor de perguntas, mas alguém que dá atenção, escuta e dar oportunidade para que seu aluno expresse sua opinião. Ao responder e opinar, o professor pode perceber se há dificuldades na assimilação dos conteúdos. Nesse contexto, Libâneo (1994) chama de avaliação diagnóstica, ou seja, o professor diagnosticará de acordo com as causas que venham originar as dificuldades detectadas por seus alunos, procurando através dessa avaliação uma melhor adequação dos conteúdos e por conseqüência tendo um maior êxito no ensino-aprendizagem.

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Em relação ao aspecto sócio-emocional, refere-se aos vínculos afetivos entre professor e aluno, bem como a disciplina, no que diz respeito à conduta dos alunos em sala de aula. O professor exerce sua autoridade em sala de aula sem ser autoritário e o aluno tem espaço para exercer sua autonomia, através de sua liberdade e individualidade, mas ambos interagem nesse ambiente em que deve primar o respeito e a responsabilidade.


A didática nesse contexto incentiva a interação e o desenvolvimento entre professor e alunos, levando o docente a observar e aplicar também os aspectos cognitivo e sócio-emocional em seu cotidiano escolar com o corpo discente.

Costa entrevistou a educadora Nilda Teves para a Revista Ensino Superior, sobre a pesquisa que ela fez com universitários a respeito da percepção que eles têm sobre a figura e o papel do professor, e em um dado momento ela afirma que atualmente: “A relação professor e aluno não é algo

simétrico. (...) O aluno traz um saber, mas é o saber dele e, eu trago outro”.

(COSTA, 2003, p.2).


Nessa construção do conhecimento, professor e aluno têm uma contribuição a dar, não há igualdade entre ambos, pois os saberes são diferentes e nesse processo a interação é o elo de ligação para o objetivo final que é a aprendizagem. O professor trabalha na construção do conhecimento com o aluno diariamente e precisa perceber o que ele traz consigo também é importante para apreensão dos conteúdos dados, mas que precisam torná-los contextualizado com a realidade presente.


Já estamos no terceiro milênio, século XXI, onde a tecnologia está avançando cada vez mais e a relação humana tem se distanciadas com as mesmas proporções. Pessoas atarefadas e sem tempo lutam constantemente por sobrevivência, e nesse contexto estão inseridos professor e alunos, astros

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reluzentes desse sistema globalizado, acelerado e de rapidez na informação, mas que até o presente momento precisa de relações interpessoais, de conato, de troca de experiências, da mediação, do contato, da afetividade, enfim, professor e alunos trazem bagagens para sala de aula, e no dia-a-dia vão sendo preenchidas com vivências e conteúdos relevantes as suas formações.


Hoje vivemos uma situação em que alguns alunos já estão anos-luz a frente de seus professores, pois a facilidade e o contexto atual, os fazem pesquisar, buscar informações imprescindíveis a sua formação acadêmica na internet, o espaço onde se tem encontrado uma infinidade de saberes e conhecimento numa proporção mais atualizada, que por muitas vezes o professor está defasado nas informações, seja por não saber usar ou não estar se aperfeiçoando junto com os acontecimentos e tecnologias atuais.


O professor de ensino superior, formador de futuros educadores, que por sua vez trabalharão na educação básica ou até mesmo em cursos de graduação, deve enfatizar a esses, que o professor trabalha na construção do conhecimento do aluno, não é um simples transmissor de informações, de conteúdos, porque isso o livro faz, as apostilas fazem, atualmente a internet faz, e não é necessária a presença do professor, mas na construção desse conhecimento para vida, é preciso diálogo, troca e interação constante entre educador e educando.


Wachowicz diz que:


“O trabalho da educação escolar, no cotidiano da sala de aula, é um trabalho de reflexão pelo qual o pensamento dos alunos e dos professores, vem apossar-se do significado da realidade concreta, retornando-a a partir do abstrato, que é o conhecimento existente”.

(WACHOWICZ, 2002, p.5).

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A sala de aula constitui-se num espaço de interação e comunhão entre professor e alunos, espaço esse voltado para reflexão, para a construção do conhecimento mútuo, onde se deve respeitar e fazer respeitar as diferenças de opiniões, incentivando a participação, a iniciativa, a cooperação dos alunos com os colegas, enfim, um ambiente em que os sujeitos do conhecimento, professor e alunos, possam com maturidade e vivências diferenciadas compartilhar tais conhecimentos de modo a ocorrer uma aprendizagem significativa para todos.



Viu-se até aqui que a didática apresenta um caráter técnico, tudo se faz com planejamento, há execução e avaliação, contudo a didática também tem sua importância atualmente, ela é essencial ao professor, por faz uma ligação entre o técnico e o crítico, visando uma ação prática na construção do conhecimento, onde a interação entre professor e aluno é o facilitador para obtenção do ensino-aprendizagem de ambos.


O aperfeiçoamento do educador e a sua aproximação com os educandos são fundamentais na construção do saber, na formação do cidadão e na ratificação de suas autonomias.


Atualmente temos algumas graduações e até pós-graduações à distância, professores e alunos não se vêem com tanta freqüência, é uma relação que tem algumas fronteiras, mas no ensino presencial, a proximidade é constante, faz com que essa relação traga ganhos imensuráveis, pois a interação, a troca, a afetividade e a mediação são fatores primordiais para que se tenha uma boa aprendizagem e um ensino que prime pela qualidade.


Conclui-se esse capítulo reconhecendo a didática como um instrumento que atua de forma marcante na construção do educador e no preparo do futuro professor, basta dar a ela o seu devido valor, porque é incisiva quanto à relação que deve primar entre professor e alunos, educador e educandos.

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CAPÍTULO II

A DIDÁTICA NO ENSINO SUPERIOR

“A Didática tem como objetivo a direção do processo    de

ensinar, tendo em vista finalidades sócio-políticas e pedagógicas e as condições e meios formativos...” (JOSÉ CARLOS LIBÂNEO).

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A DIDÁTICA NO ENSINO SUPERIOR



A Didática no ensino superior é de suma importância no processo ensino aprendizagem, pois trabalha com as dimensões humana, técnica e político-social da prática docente. Essas dimensões são imprescindíveis e o posicionamento crítico atualmente tem sido um dos principais temas discutidos pelos educadores que ministram essa disciplina.


É preciso ter uma reflexão ampla sobre a realidade educacional em que vivemos e as instituições de ensino superior devem levar esse debate adiante na formação do futuro docente, dando ferramentas e condições de através da Didática conhecerem as possíveis causas e desde então já buscarem soluções para as problemáticas educacionais existentes, muitas delas ligadas à docência.


Por muito tempo enfatizou-se com mais veemência a dimensão técnica, onde o professor de Didática perdia muito tempo nessas questões, como exemplo, a forma de apagar a lousa, como fazer um plano de aula perfeito, tudo isso era visto no curso Normal de ensino médio a duas décadas atrás.

Dentro dessa dimensão encontra-se também a metodologia a ser utilizada, tais como planos de cursos e de aula, etc. Tudo isso é importante, mas num curso de nível superior, no espaço acadêmico da graduação ou da pós-graduação, que o irá capacitar para atuar no magistério, a Didática é uma ferramenta de ajuda na formação do futuro educador, do sujeito reflexivo, crítico e participativo na saciedade em que vive, e com a visão de ministrar aulas que levem seus alunos a perceberem e a atuarem como cidadãos conscientes de sua historicidade e de seu papel em seu contexto social.


Muitos que estão cursando na graduação ou na pós-graduação não conseguem ter essa visão, pois criticam muitos dos professores que ministram

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essa disciplina, achando que estão “enrolando” nas aulas e que o conteúdo que é bom “nada”. Fomos acostumados a reproduzir mecanicamente o que os outros nos passam, mas pensar, refletir e expor opiniões nos foram podados desde pequenos e quando chegamos nessa fase, a maioria dos estudantes universitários não percebem e muitos professores também não repassam essa visão atual da Didática e de como trabalha-la, o que aborda atualmente e o que precisa ser mais enfatizado.


Silva diz: “Portanto, a Didática existe como prática, não como técnica, tampouco como teoria. Contudo não se trata de dizer que a Didática é mais ou menos importante no trabalho docente, pois ela desempenha o papel que lhe cabe”.(SILVA, 2003, p.136). Vê-se que a Didática é uma disciplina que muito contribui para a prática docente, seja no tocante a ministrar uma aula, na relação professor x aluno, no exercício prático e na contextualização do conteúdo, enfim, ela desempenha um papel vital na vida do educador, ajudando-o no processo ensino-aprendizagem.


Há três décadas atrás, o professor de Didática tinha o papel de reservado de não pensar, porque baseava suas aulas apenas para a dimensão técnica, cabendo a ele simplesmente executar o programa instrutivo para atingir os objetivos previamente planejados, devendo então fazê-lo para obter o êxito desejado. Vê-se nesse professor um mero reprodutor do saber e seu pensamento estava delimitado pela chamada razão instrumental, pois a eficiência e a eficácia do professor de Didática estava relacionada com a praticidade e o desenvolvimento da teoria sem questionamentos.


Temos hoje uma realidade diferente de vinte a trinta atrás, porque a educação contemporânea está voltada para uma perspectiva mais global do ser humano que vive no mundo, não mais sendo objeto, mas o sujeito que pensa, questiona e age em meio à globalização e o domínio das técnicas em prol do ser humano.

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Vivemos num mundo em que as técnicas têm prevalecido sobre o homem, mas em relação à Didática, a dimensão também chamada técnica, também tem sua importância como descrita anteriormente, no entanto há também a dimensão político-social, onde destacamo-la, quando, por exemplo, o professor passa a trabalhar com seus alunos a necessidade de exercerem suas cidadanias, como sujeito ativo e participativo na sociedade em que vivem, de forma também a ratificarem suas autonomias no decorrer de suas vidas, não apenas enquanto alunos, mas para sempre, como cidadão.


Vivemos num mundo em que ninguém é dono da verdade e que tudo que existe na vida não surgiu do nada, logo teve uma origem, somos cercados de certezas e incertezas, tendo muitas coisas para questiona e refletir. Morin diz que: “O mesmo acontece com a nossa consciência. Assim, quando conservamos e descobrimos novos arquipélagos de certezas, devemos saber que navegamos em um oceano de incertezas”.(MORIN, 2000, p.59).


Percebe-se então que ninguém é dono da verdade, logo o conhecimento deve ser analisado, debatido, fruto de uma reflexão, e nesse caso, o professor de Didática pode trabalhar com seus alunos, tornando-os sujeitos participativos nesse processo.

Essa interação entre professor e alunos, e a observância do contexto social, é necessário juntamente com a técnica, mas a Didática no ensino superior tem o papel de ratificar através do professor, a autonomia desse ser humano que está em processo de construção de suas múltiplas relações, seja com o saber, com a família, com a comunidade, com a profissão, enfim, a autonomia se fortalece ao longo dos anos.


O professor de Didática no ensino superior tem em suas mãos um papel importante, não só em trabalhar com a técnica, mas a interação e a socialização do conhecimento, tendo também as dimensões humana e político-social nas abordagens das aulas, ao falar sobre os paradigmas da educação, a

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autonomia, a interação, a formação continuada, etc. As três dimensões destacadas são importantes e devem ser trabalhadas pelo professor de Didática com os futuros docentes do magistério da educação básica e / ou superior.

Em nosso contexto atual, a tecnologia continua avançando a passos largos e o professor de uma forma geral e especificamente o da disciplina de Didática deve se atualizar e busca constante aperfeiçoamento, pois se não o fizer, ficará perdido e desnorteado ao ser indagado por alunos que já utilizam uma das ferramentas mais moderna e polêmica do mercado, a internet.


Muitos alunos já dominam a internet, têm uma gama de informações muitas vezes mais atualizadas que de alguns professores que se estagnaram e não acompanham ou não querem acompanhar a modernidade.


A Didática também traz essa questão, quando professores da disciplina começam a abordar que além do educador dominar os conteúdos a serem ensinados, faz-se também necessário saber lidar com as outras formas de divulgação do conhecimento, no exemplo citado, a internet.

Sabe-se que o ensino não é apenas transmissão de conhecimentos, porque temos também como foi dito, a internet para ser navegada e explorada, mas se assim fosse, qual seria a importância e o papel da Didática? Porque as metodologias de ensino de cada área de conteúdo fariam o trabalho necessário por si só. Vivemos num tempo em que alunos e professores estão em constantes mudanças, por mais que muitos não queiram ou tenham medo delas.


Mendonça afirma que:


“Nossos  atuais  alunos  são  não-lineares, multimídicos e


audiovisuais. A esses indivíduos não se ensina como se

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ensinava aos da geração da escrita e da linearidade. A estes cabiam silêncio, imobilidade, registro, memória e reprodução. Os alunos de hoje têm nova maneira de raciocínio, fazem conexões entre conceitos já conhecidos, inferem novo saberes. Têm gosto pela pesquisa e fazem, em casa, sem o pedido e permissão da escola, via internet. A imagem faz patê de sua leitura. A compreensão e o significado têm nova dimensão. Estão aí os complicadíssimos games, que são jogados e resolvidos por eles com facilidade imensa”. (MENDONÇA, 2003, p.1).


Atualmente não se pode ensinar como se ensinava antigamente, da maneira tradicional, mecânica e reprodutora, porque essa forma está perdendo gradativamente o seu espaço, frente ao dinamismo tecnológico e a globalização.


A Didática no ensino superior deve ser ministrada tendo em foco esses alunos destacados por Mendonça (2003), pois o professor e o futuro docente já não podem mais penar na educação como outrora, onde as aulas costumavam ser enfadonhas, lineares, mais próprias à reprodução e a formação lingüístico-cultural do aluno.


O educador de nossos dias tem que participar dos acontecimentos, se interessar pelo o que está acontecendo em seu entorno e no mundo, percebendo as mudanças que estão ocorrendo, os avanços científicos, a globalização, porque o conhecimento não é algo acabado, mas construído e numa constante atualização, sendo essas situações, uma preocupação profissional.


No ensino superior, a Didática traz essas questões à tona, levando-as a uma reflexão pedagógica, com intuito de revitalizar o trabalho do educador com

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seus alunos. É importante como educador utilizar com os alunos atuais e futuros, os mais diversos recursos multimídicos em sala de aula, tais como jornais, revistas, rádio, vídeo, etc., e incentiva-los a usarem os meios que as instituições de ensino dispõem, tais como: biblioteca, sala de leitura, sala de artes, laboratórios de informáticas, dentre outros. O professor também deve usar estratégias que envolvam músicas, hipertextos e pesquisas, fazendo assim uma conexão com o contexto atual em que vivem, utilizando as ferramentas tecnológicas recentes.


A Didática é fundamental no ensino superior, seja na graduação ou na pós-graduação, permitindo espaço para a reflexão, participação e crítica, questões que hoje são essenciais na formação e no aperfeiçoamento do professor.

O processo educativo não se encerra em sala de aula, portanto, através dela, que seres humanos se relacionam, vivem, constroem o conhecimento, trocam experiências e levam consigo o saber para vida, para a sua prática efetiva como cidadão-educador na sociedade em que vivem.

A Didática atualmente traz esse método dialético, onde o professor procura despertar no aluno a capacidade de ler criticamente a prática social de seu tempo, trazendo para o ambiente da sala de aula essa reflexão. Para que se ocorra esse método é preciso que haja uma relação a dois, professor e aluno, pois não é feito individualmente, sendo um processo coletivo, pelo o qual um grupo de pessoas, reunidas em uma instituição escolar, faculdade ou universidade, defrontam-se com o conhecimento, mas ninguém perde sua individualidade, trabalha-se com a crítica, com o desvelamento e a análise do conteúdo.


Wachowicz afirma que:

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“Temos então um conteúdo dinâmico, que não pode ser trabalhão de forma estática, pois seria transformado em outro conteúdo. Na forma dialética, o conteúdo a ser trazido, para o cotidiano da sala de aula, é um conteúdo que se faz enquanto sofre a exegese do grupo – professor e alunos”. (WACHOWICZ, 2002, p.5).


Por mais que muitos alunos desconheçam essa perspectiva e abordagem atual da Didática, faz-se necessário que os professores dessa disciplina exponham essas questões ao corpo discente com mais freqüência, que vendam o “peixe” de forma mais entusiasta, para que se possa despertar em cada aluno, que essa disciplina não é mais uma na matriz curricular, ou que ela apenas lhe servirá para exercê-lo como ministrar aulas com eficiência. Mas que é uma disciplina que visa também a questionar, refletir e a buscar soluções para as questões relativas a educação em todas as esferas do sistema de ensino, seja, por exemplo, no tocante a qualidade do ensino como a acesso de todos, rico ou pobre, a iniciarem na vida escolar.


Cabe ao educador fazer a sua parte sempre, ou seja, passar adiante esse lema aos futuros professores, trabalhando com os conteúdos que fazem parte da disciplina ou currículo, mas fazer com que os alunos uma exegese do conhecimento que está sendo construído de forma reflexiva, crítica e participativa.


O professor de Didática no ensino superior não pode estritamente tomar as técnicas didáticas tais como são elaboradas nos manuais e livros, porque estará reproduzindo objetivo alheio, mas deve tê-las como mediadora estratégica na relação professor x alunos. O homem moderno em seu processo de reconstrução passa pela apropriação do conhecimento, e nesse processo, como educador é essencial incentivar os alunos, futuros docentes, a descoberta da alegria, do conhecimento, pois é a base da autonomia e da subjetividade.

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É preciso como educador refletir com os alunos a ideologia reprodutiva inserida seja nas técnicas didáticas, nos livros, no sistema educacional, etc., enfim, faz-se necessário desvelar o que não se vê claramente, mas que sutilmente muda a vida de milhões de pessoas. É preciso fazer uma leitura crítica para que possa atuar de forma consciente e participativa, seja como aluno, professor e cidadão na sociedade em que vive.


O homem moderno vive neste mundo rodeado de ideologias e por incertezas no conhecimento. Morin afirma que: “Conhecer e pensar não é

chegar a uma verdade absolutamente certa, mas dialogar com a incerteza”.

(MORIN, 2000, p.59).


Neste contexto, o professor de Didática no ensino superior tem o papel de despertar nos futuros educadores, o exercício do pensamento aplicado, o esforço de pensar bem, de saber os limites do conhecimento e que ninguém é dono da verdade, e que o conhecimento é construído gradativamente, não de forma isolada, individual, mas através de uma prática coletiva, da interação, no exercício da dialética, no confronto da incerteza com a incerteza, na constante buscar do saber mais elaborado e para vida.


Viu-se neste capítulo que a Didática é voltada para a formação do futuro docente, tendo a sala de aula como um ambiente propício ao desenvolvimento individual de cada um, seja como pessoa, aluno, futuro professor e cidadão em si. Conclui-se que a Didática no ensino superior além de abordar o lado teórico traz à tona a prática docente em todos os seus aspectos, tornando-a uma disciplina dinâmica e viva. É uma disciplina que precisa de muita interação por parte dos sujeitos do processo ensino-aprendizagem – professor e alunos – para que juntos construam o conhecimento, sejam críticos, reflexivos e participativos na sociedade, sendo cidadãos que ratifiquem a cada dia suas autonomias, e mais, façam a diferença como cidadãos.

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CONCLUSÃO


Ao chegar ao final deste trabalho, entende-se que ele não atingiu toda complexidade do tema, pois há de se falar muito sobre a Didática no ensino superior, sabendo também que há autores consagrados que falam sobre o problema tratado.

Em relação a esta pesquisa, destacaram-se os autores trabalhados nos capítulos anteriores, como sendo aqueles que procurou atender aos questionamentos do tema abordado.


O estudo e reflexão do presente trabalho demonstraram ser fundamental para o crescimento pessoal e profissional deste pesquisador, que almeja exercer o magistério superior, logo também se tornou uma ferramenta útil para análise e tomada de decisão no que tange a prática docente, mas especificamente no que diz respeito à Didática no ensino superior.


Começou-se o trabalho demonstrando no primeiro capítulo a atuação da Didática na relação professor x alunos, destacando o valor da interação de ambos para a construção do conhecimento e que os futuros professores devem ser incentivados pelos educadores, a tomarem uma postura diferente dos professores ditos tradicionais.


E no segundo e último capítulo tratou-se do papel da Didática no ensino superior, onde o professor da disciplina tem em suas mãos a tarefa de levarem seus alunos, futuros docentes, a serem críticos, reflexivos, participativos, cidadãos ativos que ratifiquem suas autonomias a cada dia e respeite também de seus futuros alunos, para que possam exercê-las na sociedade em que vivem.

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Concluí-se neste trabalho que todos nós, seja professor ou aluno, somos seres inacabados, que a cada dia vai construindo seu conhecimento e que não se constrói sozinho, pois se dá através da interação, da troca, do compartilhar com outros. A Didática no ensino superior tem o papel de despertar, de desvelar os saberes, de trazer à tona a crítica, a reflexão e a participação.


Como últimas palavras desse trabalho monográfico ficam as palavras de Freire ao leitor: “Já agora ninguém educa ninguém, como tampouco, ninguém

se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo

mundo”. (FREIRE, 2003, p.69).

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BIBLIOGRAFIA CONSULTADA



ARANHA, Maria L. Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo. 2000.


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WERNECK, Hamilton. Ensinando Demais, Aprendendo de Menos. 14ª ed. Petrópolis: Vozes, 1992.


ZABALA, Antoni. A Prática Educativa: Porto Alegre: Artmed, 1998.

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BIBLIOGRAFIA CITADA



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5 – FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática pedagógica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

6 – FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática pedagógica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

7 – FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática pedagógica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.


8 -  MASETTO, Marcos. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1997.


9 – FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática pedagógica. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.


10- MASETTO, Marcos. Didática: a aula como centro. São Paulo: FTD, 1997.


11 – LIBÂNEO, José Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

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12 – COSTA, Carlos. Ensinar, ato de amor. Revista Ensino Superior. Disponível em: <http://www.revistaensinosuperior.com.br/apresenta2.php?edicao=46&pag_id= 235> Acesso em 25out.2003.

13 – WACHOWICZ, Liliam Anna. O método dialético: sua fundamentação na lógica dialética. Prograd / UFPR. Memórias - Artigos referidos. Disponível em: <http://prograd.ufpr.br/forgrad/formen3n.html> Acesso em 25fev.2002.

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17- WACHOWICZ, Liliam Anna. O método dialético: sua fundamentação na lógica dialética. Prograd / UFPR. Memórias - Artigos referidos. Disponível em: <http://prograd.ufpr.br/forgrad/formen3n.html> Acesso em 25fev.2002.

18 – MORIN, Edgar. A cabeça bem-feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. Trad. Eloá Jacobina. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2000.


19 – FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. 17ª.ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2003

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