sábado, 16 de maio de 2015

PROPOSTAS DE AVALIAÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL




FACULDADE ALFREDO NASSER
DEPARTAMENTO DE GRADUAÇÃO
LICENCIATURA PLENA EM PEDAGOGIA




MARIA ROSA DA SILVA




PROPOSTAS DE AVALIAÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


Monografia apresentada à Banca Examinadora da Faculdade Alfredo Nasser - UNIFAN, como requisito parcial para conclusão do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia.
Orientador: Prof. Joenildo Fonseca Leite.








BRASÍLIA - DF
2012
 

 

INTRODUÇÃO


A característica que de imediato se evidencia na prática educativa é de que a avaliação da aprendizagem ganhou um espaço tão amplo nos processos de ensino que a prática escolar passou a ser direcionada por uma “pedagogia do exame”. Ou seja, pais, sistemas de ensino, profissionais da educação, professores e alunos, todos têm suas atenções centradas na promoção, ou não, do estudante de uma série de escolaridade para outra.
A avaliação da aprendizagem é usada como disciplinamento social dos alunos, a utilização das provas como ameaça aos alunos, por si, não tem nada a ver com o significado dos conteúdos escolares, mas sim com o disciplinamento social dos educando, sob a égide do medo.
O ato de avaliar, por sua constituição mesma, não se destina a um julgamento definitivo sobre alguma coisa, pessoa ou situação, pois que não é um ato seletivo. A avaliação se destina ao diagnóstico e, por isso mesmo, a inclusão e destina-se a melhoria do ciclo de vida.
Através de uma linguagem clara e objetiva procurou demonstrar coerências nas soluções propostas em relação aos problemas apresentados e explanadas também sobre a avaliação nas séries iniciais do ensino fundamental, finalizando-se com a apresentação das considerações finais.
A elaboração da monografia termina com o parecer didático, onde será dissertada a importância ou não do aprendizado teórico, fazendo-se assim uma reflexão da utilidade da avaliação no ensino.
A avaliação é uma ferramenta da qual o ser humano não se livra. Ela faz parte de seu modo de agir e, por isso, é necessário que seja usada da melhor forma possível. Para que se utilize corretamente a avaliação no processo ensino-aprendizagem no contexto escolar importa estabelecer um padrão mínimo de conhecimentos, habilidades e hábitos que o educando deverá adquirir, e não uma média mínima de notas, como ocorre na prática escolar.
Para que a avaliação funcione para os alunos como um meio de auto-compreensão importa que tenha também, o caráter de uma avaliação participativa. Por participativo, entende-se que é a conduta segundo a qual o professor, a partir dos instrumentos adequados de avaliação, discute com os alunos o estado de aprendizagem que eles atingiram.
O presente trabalho busca abordar a temática da avaliação nas séries iniciais do ensino fundamental, com vistas a uma mudança significativa na prática educativa. A situação vivida hoje no sistema escolar em termos de avaliação é muito problemática e tem profundas raízes. Este não é um problema de apenas uma disciplina, curso, série ou escola, mas sim, é problema de todo o sistema educacional inserido em um sistema social que impõem certas práticas.
O objetivo geral deste estudo é investigar e refletir sobre as propostas de avaliação nas séries iniciais do ensino fundamental, analisando se esta prática é possível, assim como compreender as diferentes concepções de avaliação para construir um referencial acerca das mesmas que possibilite reflexão e possa auxiliar na construção de um novo modo de avaliar.
A partir deste objetivo fez-se necessário conceituar o que é avaliação; analisar de que forma esta vêm sendo aplicado nas instituições de educação infantil; analisar as formas de avaliar; e refletir sobre à auto-avaliação e o uso do portfólio.
O processo avaliativo vem sempre acompanhado de duvidas, angústias, incertezas e até incoerências, e, no entanto, constitui-se no processo crucial para a vida de quem está sendo avaliado. A sociedade reserva às instituições escolares o poder de conferir notas e certificados que, supostamente atestam o conhecimento de cada um de seus educados, o que torna muito grande a responsabilidade de quem avalia.
Todo educador é avaliado e deve avaliar continuamente para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, cultivando a responsabilidade ética, pois a avaliação sempre inclui uma dimensão de discernimento.
Analisar a avaliação justifica-se pela necessidade de buscar a melhoria da qualidade da docência, otimizar o que é objeto da avaliação, evitar erros na ação docência, revisar os resultados das ações planejadas e procurar sempre inovar na própria pratica educativa, construindo uma prática pedagógica que tenha como princípios à reflexão sobre a ação.
A pesquisa bibliográfica é a base para as demais pesquisas e pode-se dizer que é uma constante na vida de quem se propõe estudar, pois geram leituras de um conjunto de livros pertinentes ao tema que está sendo objeto de estudo.


A pesquisa bibliográfica diz respeito ao conjunto de conhecimentos humanos reunidos nas obras. Tem como bases fundamentais conduzir o leitor a determinado assunto e à produção, coleção, armazenamento, reprodução, utilização e comunicação das informações coletadas para o desempenho da pesquisa (FACHIN, 1993, p.102).

Pode-se fazer uma pesquisa bibliográfica propondo ou defendendo a aplicação de uma determinada teoria, pode fazer uma comparação entre teorias, pode analisar ou comparar algumas pesquisas, pode fazer um levantamento histórico e pode estudar um determinado fenômeno. Com isto a pesquisa bibliográfica pode ser realizada sob um enfoque argumentativo, analítico, comparativo, histórico, descritivo, e  assim por diante.
O material analisado na pesquisa bibliográfica é constituído de dados primários ou secundários, que estão ao serviço do pesquisador. As fontes primárias são numerosas e as secundárias representam importantes guias, pois possibilita uma rápida pesquisa bibliográfica preliminar, através da consulta de listas e resumos, sem os quais, a maior parte das fontes primárias não seria encontrada.
A pesquisa divide-se nos seguintes capítulos:
O 1º capítulo aborda o referencial teórico, com a finalidade de mostrar onde se encontram os embasamentos teóricos utilizados para a descrição das atividades e apresentar as citações de vários autores que tratam dos pontos discutidos no trabalho.
O 2º capítulo trata da análise e reflexão sobre a avaliação da aprendizagem nas séries iniciais do ensino fundamental e faz uma abordagem sobre o uso da auto-avaliação e do portfólio como uma ferramenta eficaz na avaliação.
O 3º capítulo aborda segundo teóricos da área a importância da avaliação nas séries iniciais do ensino fundamental.
Por fim, as Considerações Finais e as Referências Bibliográficas.







1 AVALIAÇÃO

Este capítulo aponta de que forma a avaliação é concebida de acordo com vários autores e indica onde se encontra os embasamentos teóricos utilizados para análise da avaliação nas séries iniciais do ensino fundamental.

1.1 CONCEITO DE AVALIAÇÃO

A avaliação é o espaço de mediação, aproximação e diálogo entre as formas de ensino do educador e os percursos de aprendizagens dos educandos. A avaliação significa oportunizar aos educandos e aos educadores um espaço de diálogo e participação.
Segundo Méndez (2002), a avaliação possui a tarefa de se centrar na forma de como o aluno aprende, sem descuidar da qualidade do que aprende para orientar o docente a ajustar seu fazer didático de maneira que produza desafios que se transformem em aprendizagens para os educandos. Ou seja, a maneira como o sujeito aprende passa a ser mais importante que aquilo que aprende, porque facilita a aprendizagem e capacita o sujeito para continuar aprendendo permanentemente.
Para Perrenoud (1999), a avaliação torna-se instrumento privilegiado de uma regulação contínua das diversas intervenções e das situações didáticas que possui as seguintes características: democrática, constante, contínua e diversificada, sistemática e intencional.
A avaliação se concretiza numa multiplicidade de instrumentos, e deve ser ininterrupta, o que significa garantir uma relação coerente entre os diversos instrumentos empregados no processo avaliativo, buscando sempre uma coesão pedagógica e didática entre eles, e destes com os métodos de ensino que o educador planejou o fez uso.
Segundo Méndez (2002), o termo avaliar, o processo avaliativo está presente em toda a prática pedagógica do professor, mesmo sem clareza de se constituir avaliação.
A cultura da avaliação muitas vezes contribui para a manutenção de uma avaliação escolar certificativa, classificatória, perdendo cada vez mais seu sentido pedagógico. Porém, a principal importância da avaliação está em ser capaz de mediar à prática educativa, contribuindo significativamente para que seus objetivos sejam alcançados.
De acordo com Hadji (2001), para que avaliação ocupe seu espaço, tempo e forma relevantes do ponto de vista reflexivo, dialógico e criador no processo de formação escolar, suas atividades específicas devem ser pertinentes e adequadas e, sobretudo, significativas para não apenas interessarem como também desafiarem os alunos a mostrarem suas aprendizagens construídas e, indo além disso, avançarem no processo de construção do conhecimento.
Para Estebam (2001), a avaliação como prática de investigação tem um horizonte móvel, indefinido, pois não trabalha a partir de uma única resposta esperada, mas indaga as muitas respostas encontradas, os diferentes caminhos percorridos, os múltiplos conhecimentos anunciados, com o sentido de ampliação permanente dos conhecimentos existentes. Assim, o educando pode ir se sentindo livre para dar a sua resposta, mesmo que diferente da resposta padronizada, porque sua resposta será admitida como conhecimento e, como tal, é considerada parcial e provisória.
A avaliação não deve priorizar o resultado ou o processo, ou seja, como prática de investigação, interroga a relação ensino-aprendizagem em sua complexidade e busca identificar os conhecimentos que estão em diálogo. A avaliação deve oferecer elementos para uma melhor compreensão do movimento vivido individual e coletivamente na realização do processo ensino-aprendizagem.
Na avaliação deve-se predominar os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. A avaliação deve ter uma finalidade diagnóstica, voltada para o levantamento das dificuldades dos alunos, com vistas à correção de rumos, à reformulação de procedimentos didáticos ou até mesmo dos objetivos.
Segundo Méndez (2002), a avaliação é um processo contínuo e paralelo ao processo de ensino-aprendizagem. Ela deve ser permanente, permitindo-se a periodicidade apenas no registro das dificuldades e avanços do aluno relativamente às suas próprias situações pregressas.
A avaliação deve ser apreendida como um meio de se alcançar informações e subsídios para beneficiar o desenvolvimento do educando e expandir seus conhecimentos. Ao dispor dessas informações, é possível adotar metodologia para correções e melhorias no processo, melhorando o trabalho pedagógico.
Segundo Luckesi (1999), o ato de avaliar envolve a coleta, análise síntese dos dados que configuram o objeto da avaliação. Avaliar envolver reflexão crítica sobre a prática, no sentido de perceber seus avanços, resistências, dificuldades.
De acordo com Luckesi (1999), a avaliação é necessária para: melhorar o processo e o resultado; auxiliar o aluno a motivar-se para novas aprendizagens; auxiliar o professor na compreensão do processo de aprendizagem; na sua auto-avaliação e orientar os líderes educacionais.
O objetivo central da avaliação é diagnosticar, auxiliar cada educando no seu processo de competência e crescimento para a autonomia e indicadora de novos rumos. Serve também para compreender o estágio de aprendizagem em que se encontra o aluno, objetivando o avanço no processo de aprendizagem.
Segundo Vasconcellos (2000), a avaliação deveria auxiliar a construção da aprendizagem satisfatória e subsidiar a decisão da melhoria da aprendizagem.
A avaliação está a serviço da ação, colocando o conhecimento obtido, pela observação ou investigação, a serviço da melhoria da situação avaliada. Observar, compreender, explicar uma situação não é avaliá-la; essas ações são apenas uma parte do processo. Para além da investigação e da interpretação da situação, a avaliação envolve necessariamente uma ação que promova a sua melhoria.

1.2 AS FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO

As funções da avaliação devem ser analisadas levando em conta a democracia e a participação, considerando-a como parte integrante do projeto pedagógico da escola. A avaliação não é uma atividade que ocorre à margem do processo de ensino-aprendizagem, do trabalho pedagógico na escola. Ela faz parte desse processo, por isso não deve ser deixada somente para o final. As funções da avaliação são duas em potencial: a classificatória (ou formativa) e a diagnóstica.

1.2.1 Avaliação classificatória (ou formativa)

No processo educativo, onde o empenho centraliza-se na escolarização do educando, com o objetivo de dotá-lo de informação e habilidades, torna-o capaz de competir com o conhecimento que os outros possuem e assim competir na sociedade em que vive.
Segundo Gandin (1995), a meta da avaliação classificatória seria preparar o homem para superar o seu semelhante, sua ênfase esta na individualidade. Para convir a este contexto, o processo educativo tem sido definido em função de conteúdos, informações e ainda da participação de atividades classificatórias que precisam ser vencidas.
Para Gandin (1995), as técnicas empregadas proporcionam instrumentos de controle (provas, provões, seleção de alunos em determinadas turmas de acordo com o rendimento). A aprendizagem é confundida com memorização de um conjunto de conteúdos desarticulados, conseguida através de repetição de exercícios sistemáticos de fixação e cópia.
Neste tipo de avaliação permanecer o estímulo de reforço positivo e negativo. A aula é expositiva e a averiguação da aprendizagem se dá através de repetitivas avaliações, onde são vistas como instrumentos de controle e de comparação da necessidade de reformulação das técnicas empregadas.
De acordo com Gandin (1995), a avaliação na escola é um instrumento de controle, ou seja, é a verificação se um produto ou uma ação corresponde ou não um padrão estabelecido anteriormente. Ela se refere à eficiência se algo foi realizado como deveria ser realizado.
A avaliação classificatória tende aprovar ou reprovar o aluno, e ao mesmo tempo exclui muitos educandos do acesso ao saber. Este tipo de avaliação é uma ferramenta de repressão de poder e de controle de disciplina. Muitas vezes, o educando em seu caminho escolar é avaliado unicamente em função de sua maior ou menor competência de deter as informações que lhe são passadas, sem nenhuma preocupação com o desenvolvimento de suas potencialidade humanas.
Para Luckesi (1999), a avaliação classificatória é um instrumento disciplinador não só das condutas cognitivas como também das sociais, no contexto da escola. O julgamento do valor, que teria a função de possibilitar uma nova tomada de decisão sobre o objeto avaliado, passa a ter a função estática de classificar um objeto ou um ser humano histórico num padrão definitivamente determinado.
Com a função classificatória, a avaliação não auxilia em nada o avanço e o crescimento. Esta avaliação desconsidera o educando como sujeito humano histórico, julgando-o e classificando-o, ficando para o resto da vida, do ponto de vista do modelo escolar vigente, estigmatizado, pois as anotações e registros permanecerão nos arquivos e nos históricos escolares.
A avaliação da aprendizagem vem se estabelecendo como um sério problema educacional, acarretando estragos da prática classificatória e excludente causando altos índices de reprodução e evasão escolar.  Para adquirir um caráter transformador a avaliação deve estar envolvida com a promoção da aprendizagem por parte dos educandos e não de uma simples verificação e classificação de resultados.

1.2.2 Avaliação diagnóstica

Segundo Luckesi (1999), a avaliação diagnóstica não pretende servir à classificação, ela deve priorizar a análise do processo de construção do conhecimento do educando; esta avaliação é prospectiva, ela é um passo para as possibilidades futuras.
A avaliação diagnóstica admite a mediação que provoca um ir e vir de idéias que transcendem o lugar comum. Essas idéias são internalizadas pelos atores que interagem na construção do saber, que podem ousar estar a serviço.
De acordo com Gandin (1995), a avaliação como diagnóstica é a verificação de até que ponto uma prática é caminho para a concretização de uma idéia de um valor, ela verifica o presente parra programar o futuro.  Analisam-se as condições de determinada prática a fim de verificar quais são as alterações necessárias para que esta realidade se construa numa direção desejada e explicitada. Este tipo de avaliação está relacionada a uma prática que tenha um resultado social desejado.
Para Noizet e Caverni (1985), a avaliação diagnóstica serve para avaliar a competência que um educando possui para frequentar determinados cursos ou disciplinas, estando ligada à orientação escolar, à avaliação de capacidades dos educandos e não, exclusivamente, aos conteúdos educativos.
A avaliação diagnóstica constata se os educandos possuem os conhecimentos e habilidades para poderem iniciar novas aprendizagens. Permite identificar problemas, no início de novas aprendizagens, servindo de base para decisões posteriores, através de uma adequação do ensino às características dos educandos.
Segundo Noizet e Caverni (1985), a avaliação diagnóstica não ocorre em momentos temporais determinados, podendo realizar-se no início do ano, no início de uma unidade de ensino e sempre que se pretende introduzir uma nova aprendizagem e se achar prudente proceder a uma avaliação deste tipo.
A avaliação diagnóstica deve apontar indicações que possibilitem direcionar a evolução de um objeto avaliado, fornecendo informações de orientação do processo formativo. Esta avaliação recai sobre as habilidades básicas dos educandos que estão relacionadas aos conhecimentos prévios do processo ensino-aprendizagem.
A avaliação é diagnóstica quando o conhecimento da realidade dá-se através da observação, diálogo e do desenvolvimento de estratégias que possibilitem a caracterização dos espaços, dos sujeitos, das condições.
De acordo com Luckesi (1999), a avaliação que antecipa a preparação de um projeto pedagógico, de um plano de curso, de um plano de unidade ou de qualquer outra atividade é a avaliação diagnóstica. Esta avaliação fornece subsídios para uma tomada de decisão mais ampla, ou seja, para que seja traçado um plano geral de trabalho.
A avaliação diagnóstica pode ocorrer após a definição dos objetivos, porém é indispensável saber quais são as dificuldades e o porquê dessas dificuldades. A avaliação, desta forma, contribui para ajudar no alcance dos objetivos do trabalho pedagógico. A avaliação do processo bem feita, seguida de decisões e ações que ajudem os alunos a aprender mais e melhor, garantirá bons resultados na avaliação final.

1.3 A LDB E A AVALIAÇÃO

Avaliar denota acompanhar o educando de perto, aumentando a influência mútua entre a equipe para aperfeiçoar as ações da escola como um todo. E também averiguar se o desempenho e prioridades determinadas coletivamente estão sendo realizadas e atendidas com os resultados esperados.
A lei nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), quando trata da avaliação na Educação Básica no artigo 24, inciso V, pronuncia:
  • A verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
→ avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais;
→ possibilidade de aceleração de estudos para aluno com atraso escolar;
→ possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do aprendizado;
→ aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
→ obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas instituições de ensino em seus regimentos.
É de suma importância que as recomendações descritas acima sejam analisadas pelo gestor escolar em conjunto com sua equipe pedagógica e corpo docente e relacionada com o projeto político pedagógico da escola para averiguar se está conforme com a lei e assim depois tratar de estabelecer um trabalho tendo em vista o que está descrito no projeto político-pedagógico, no plano de desenvolvimento e no regimento da escola. Esses documentos servirão de referência para o planejamento e a desempenho da avaliação.

1.4 AS FORMAS DE AVALIAR

Segundo Souza (1991), ao avaliar o educador deve estar baseado nas seguintes questões:
·         continuidade: a avaliação deve estar presente durante todo o processo educacional, e não somente em períodos específicos;
·         compatibilidade com os objetivos propostos: a avaliação deve estar em concordância com os objetivos determinados como norteadores do processo educacional para que venha desempenhar a função de diagnóstico;
·         amplitude: a avaliação deve estar presente em todas as perspectivas do processo educacional, avaliando assim todos os comportamentos do domínio (cognitivo, afetivo e psicomotor);
·         diversidade de formas: para avaliar deve-se empregar as várias técnicas prováveis.
Avaliar é uma ação complicada, cuja responsabilidade não é competência única do educador, mas sim de todos os elementos complementares do processo educacional (educandos, pais, gestor e equipe pedagógica).
Para Souza (1991), as práticas de avaliação são determinadas pela percepção de mundo dos educadores envolvidos no processo, ou seja, a definição dos instrumentos de avaliação é produzida pelos conceitos e modelos da realidade do sistema em que o educador opera.
Desta forma, o compromisso do educando não é com a informação, mas sim com o sucesso nesses instrumentos estipulados. A ansiedade está em conseguir os pontos determinados para cada atividade sugerida dentro do processo avaliativo.
Segundo Guimarães (2005), é impossível refletir numa avaliação tradicional, onde se avaliar a quantidade de conteúdos que o aluno aprendeu, seja por um teste, uma prova ou um trabalho feito em casa e apresentado na escola.
Este tipo de avaliação, segundo Guimarães (2005), não é eficaz, pois, estes instrumentos de avaliação não levam em consideração o processo que o aluno percorreu. Na maioria das vezes o foco da avaliação não está no educando, e sim no conteúdo ministrado.
Ao avaliar o educador necessita saber a priori qual o objetivo da avaliação e traçar quatro competências básicas: pessoais, relacionais, cognitivas e produtivas, pois somente assim esta se tornará uma oportunidade de aprendizagem.
Para Guimarães (2005), a avaliação da aprendizagem necessita ter como fundamental objetivo, qualidade de aprendizagem. Isto é, o processo de avaliação deve apresentar novas oportunidades de aprendizagem, admitindo que o educando reflita sobre o seu desenvolvimento e, partindo de intervenções externas possa ter uma atitude pró-ativa, avançando no seu ciclo de desenvolvimento.
Segundo Guimarães (2005), o educador deve observar e acompanhar o educando, durante este processo de observação, o professor deverá intervir para que os alunos, de fato, desenvolvam suas competências e todo o processo deve ser devidamente registrado, para que seja possível fazer uma análise comparativa do início com o final do processo.
Uma avaliação que se sugere uma oportunidade de aprendizagem deve enfocar o desenvolvimento de capacidade, deve servir para auxiliar esse desenvolvimento, partindo de ações do educador como: observação, questionamento, registro e feedback, tendo alguns indicadores como parâmetro para todo o processo.







2 A AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

Este capítulo tenta analisar a questão da avaliação da aprendizagem e sua eficácia, bem como os seus objetivos nas séries iniciais do ensino fundamental.

2.1 A AVALIAÇÃO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM

        A constituição da identidade e autonomia refere-se ao progressivo conhecimento que os educandos vão adquirindo de si mesmos, a auto-imagem que através deste conhecimento se vai configurando e à habilidade para aproveitar recursos pessoais de que disponha a cada momento.
        Nas séries iniciais do ensino fundamental, fomentar a aprendizagem e o desenvolvimento dos educandos constitui ajudá-las a prosseguir na definição da própria identidade, no conhecimento e na valorização de si mesmos. Considerando as situações educativas que o educando vive na escola, como a forma que são avaliados e a forma como os educadores tratam essas atuações serão muito importantes na constituição dos conceitos de si mesmos.
            A avaliação neste período de aprendizagem deve combinar as metas com o alento para superá-las, a correção com o encorajamento, o reconhecimento dos limites com as possibilidades.
Segundo Zabala (1998), o processo de avaliação nas séries iniciais do ensino fundamental se dá de forma contínua, sendo analisados os principais aspectos que envolvem o desenvolvimento da criança: cognitivo, afetivo e psicomotor. O currículo prioriza a linguagem em distintas perspectivas, o raciocínio lógico-matemático, a sociabilidade e o movimento, que tornam-se referência para a avaliação sistemática das crianças, no que tange à constituição de competências e habilidades.
A partir de instrumentos pré-definidos, destacando-se a observação, é admissível avaliar e acompanhar o processo de construção do conhecimento de cada criança e redirecionar o trabalho desenvolvido, conforme as necessidades e dificuldades encontradas.
Para Zabala (1998), aprender é dominar conteúdos e também mobilizar esses saberes para o domínio de competências acadêmicas. Porém, aprender/avaliar não se restringe à dimensão cognitiva. Integra, indissociavelmente, conhecimentos, capacidades, comportamentos e atitudes, e ainda constituem objeto de avaliação as áreas curriculares não disciplinares.
De acordo com Zabala (1998), existem diversos recursos disponíveis para agregar o processo de avaliação. Idealmente, esse processo deve ser composto por mais de um desses instrumentos. Dentre os instrumentos disponíveis, salientam-se os seguintes: pré-testes, auto-avaliação, observação, relatórios, acompanhamento, discussões em grupo, estudos de caso, fichas e etc.
A utilização dos instrumentos deve ser adaptada a situação em que o educador se encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas permitem esses instrumentos de avaliação.
Para Zabala (1998), nas séries iniciais, uma avaliação eficaz seria a avaliação diagnóstica, ou seja, aquela que se faz no início do período letivo ou mesmo antes de iniciar um tema na sala de aula. A idéia é fazer um diagnóstico, observar se os educandos já sabem para assim poder planejar melhor as atividades. O objetivo é saber o que já sabem para ajudá-los cada vez mais em suas aprendizagens.
Segundo Perrenoud (1999), a avaliação da aprendizagem é uma ação mediadora na constituição do currículo e se encontra relacionada à gestão da aprendizagem dos educandos. Na avaliação da aprendizagem, o educador não deve admitir que os resultados das provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam valorizados, ele deve ter noção da participação e produtividade do educando.
O processo de avaliação ocupa lugar relevante nas práticas pedagógicas aplicadas no processo de ensino-aprendizagem. Avaliar não se restringe à mecânica do conceito formal e estatístico, não é somente aplicar notas, obrigatórias à decisão de progresso ou retenção em determinados conteúdos.
A avaliação da aprendizagem feita de forma qualitativa nas séries iniciais do ensino fundamental deve permitir a tomada de decisão e o progresso da qualidade de ensino, confirmando as ações em desenvolvimento e a necessidade de regulações constantes.
Neste período escolar, segundo Nérici (1977), a avaliação deve ser uma fase de um processo maior que compreende uma constatação prévia. A avaliação é o método de análise, valorização do que o educando revelou ter aprendido durante um período de estudo ou de desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
O foco da aprendizagem deve estar no educando fazendo com que a aprendizagem seja benéfica e prazerosa. Neste contexto, a avaliação deve ser um subsídio para se saber quais objetivos foram alcançados, quais ainda faltam e quais as interferências do educador que podem ajudar o educando.
A avaliação torna-se necessária como ferramenta de diagnóstico e acompanhamento do processo de aprendizagem. O foco da educação deve ser o resultado de seu ensino para o educando e não a sua média do na escola, pois quando se registra, em forma de nota, o resultado obtido pelo educando, fragmenta-se o processo de avaliação e insere uma burocratização que leva o detrimento do significado do processo e da dinâmica da aprendizagem.
Para Bevenutti (2002), a avaliação é a parte mais importante de todo o processo ensino-aprendizagem. Avaliar é mediar o processo ensino/aprendizagem, é oferecer recuperação imediata, é promover cada ser humano, é vibrar junto a cada aluno em seus lentos ou rápidos progressos.
Segundo Bevenutti (2002), o grande desafio para construir novos caminhos é uma avaliação com critérios de entendimento reflexivo, conectado, compartilhado e autonomizador no processo ensino/aprendizagem, pois desta forma estará formando cidadãos conscientes, críticos, criativos, solidários e autônomos.
Perrenoud (1999) afirma que mudar a avaliação significa provavelmente mudar a escola. Automaticamente, mudar a prática da avaliação nos leva a alterar práticas habituais, criando inseguranças e angústias e este é um obstáculo que não pode ser negado, pois envolverá toda a comunidade escolar.
Deve-se neste sentido repensar a avaliação, romper paradigmas, mudar a concepção, mudar a prática, e assim construir uma nova escola.

2.1.1 Análise de provas

Pretende-se neste tópico analisar alguns testes encontrados e aplicados na Rede Estadual de Uberlândia, para tal, fez-se importante retirar o nome da escola e do educador que aplicou o teste, afim de manter a privacidade da instituição e do educador analisado.


Teste de Ciências aplicado as 2ª série do Ensino Fundamental
1 - Ligue: (0,5 - 2,5)
Animais domésticos
Animais que fornecem fios e couro
Animais que fornecem a carne
Animais que fornecem o leite
Animais que fornecem os ovos

2 – Responda: (1,5)
a) O que é peçonha? (0,5)
b) Cite 2 tipos de animais parasitas? (1,0)

3 – Complete usando as palavras do quadro abaixo: (0,5 – 2,0)
VERMINOSES – MICROSCÓPIO – VACINAS – EPIDEMIA

a) ___________________ é uma doença que atinge um grande número de pessoas de uma região.
b) Os vírus e as bactérias são tão pequenos que só podem ser vistos com o auxílio de uma aparelho chamado________________________________.
c) As __________________________ nos protegem de várias doenças.
d) As doenças causadas por vermes chamam-se _____________________________.

4 – Marque V ou F (0,5 – 3,0)
(           ) devemos lavar bem as frutas e verduras ante de comê-las.
(           ) devemos comer carne mal cozida ou passada.
(           ) não podemos brincar na água das enchentes.
(           ) devemos lavar as mãos antes das refeições e após usar o banheiro.
(           ) devemos andar sempre descalço na terra.
(           ) devemos beber água filtrada ou fervida.

5 – Numere de acordo: (0,25 – 1,0)
(1) doenças contagiosas                               (2) doenças não-contagiosas
(           ) diabetes
(           ) caxumba
(           ) sarampo
(           ) reumatismo

6 – Complete usando as palavras do quadro abaixo:
LIXO RECICLÁVEL – SACOS PLÁSTICOS – VIDRO VELHO
a) Todo______________________ pode ser derretido para a fabricação de novas garrafas.
b) O lixo deve ser colocado em ________________________, com a boca amarrada, em lugar determinado para a coleta.
c) O papel, plásticos, latas, vidros quebrados e garrafas fazem parte do __________________.

7 – Cite 3 tipos de atendimento médico público em nossa cidade.

8 – Marque V  ou F:
(           ) As vacinas nos protegem de várias doenças.
(           ) A pessoa doente deve ir primeiro na farmácia.
(           ) Não use pratos, copos e talheres que foram usados por pessoas doentes.
(           ) Podemos usar roupas de vestir de pessoas doentes.


Teste de Geografia e História aplicado a 2ª série do Ensino Fundamental

1 – Observe o mapa e responda: (1,0 – 2,0)
a) Quais são os distritos de Uberlândia?
b) Qual a cidade que está localizada ao sul de Uberlândia?

2 – Responda: (1,0 – 3,0)
a) Qual é o nome do atual prefeito de Uberlândia?
b) Em que estado Uberlândia está localizado?

3 – Numere de acordo: (0,5 – 2,0)
(1) vegetação
(2) flora
(3) plantas nativas
(4) cerrado
(           ) tipo de vegetação predominante em nosso município.
(           ) plantas que nascem sem o auxilio do homem.
(           ) são várias as espécies de vegetais que cobrem uma região.
(           ) é o conjunto de plantas de uma região.

4 - Desenhe a vegetação de Uberlândia. (0.5)
5 – Responda:
a) Em qual estação do ano estamos agora?

6 -  Complete as frases:
a) _________________________ é a estação das frutas.
b) _________________________ é a estação do frio.
c) _________________________ é a estação das flores.
d)_________________________ é a estação mais quente.

7 -  Complete:
O movimento de pessoas e de veículos nas ruas é chamado de _______________________
Observe a cena e escreva duas frases sobre ela:
Assinale com X as frases indicam atitudes corretas no trânsito:
(           ) obedecer aos sinais de trânsito
(           ) atravessar a rua sem prestar atenção
(           ) descer do ônibus somente quando ele estiver parado
(           ) jogar bola na rua
(           ) não andar de bicicleta em rua movimentada
(           ) andar sempre pela calçada
(           ) atravessar a rua fora da faixa de segurança
(           ) não jogar bola na rua
(           ) olhar para os dois lados de atravessar a rua

8 – Separe em duas colunas os direitos e os dever dos alunos:
a) Chegar na hora certa para as aulas.
b) Ir todo dia à escola.
c) Ser respeitado por todos.
d) Dar suas opiniões.
e) Receber amor e carinho.
f) Fazer todas as tarefas escolares.
g) Respeitar todas as pessoas.
h) Ir para as aulas sempre limpo e arrumado.

Os testes analisados mostram que o objetivo do educador ao aplicar este tipo de avaliação é considerar os resultados da aprendizagem, incidindo principalmente sobre os processos desenvolvidos pelos educandos face as tarefas propostas.
O professor elaborou questões baseadas no conteúdo ministrado a fim de medir a apreensão do educando. Este é um tipo de avaliação classificatória, pois avalia o educando de acordo com seu desempenho, num determinado momento, em comparação com os resultados do conjunto da classe, sem que o educando tenha a oportunidade de expor seus pontos de vista sobre suas respostas, as hipóteses que teriam levantado para a solução das questões propostas e a possibilidade de aprender a partir de erros, passíveis de serem revistos, se tais questões fossem discutidas com a classe.
O educador ao elaborar este tipo de testes baseados em objetivos definidos, deve ao corrigir discutir com os alunos para poder solucionar seus problemas de aprendizagem, pois desta forma este tipo de teste torna-se uma avaliação diagnóstica. As avaliações devem constituir uma nova descoberta e a possibilidade de gerar novas aprendizagens, a avaliação da aprendizagem deve ser algo dinâmico e não estático.

2.2 AUTO-AVALIAÇÃO

Segundo Pellegrini (2003), na auto-avaliação o educador deixa de ser o sujeito que passa as informações para virar quem, numa parceria com educandos, prepara todos para que elaborem seu conhecimento. Em vez de impor conteúdos em frente ao grupo, ajusta seu trabalho no jeito de fazer os educandos desenvolver formas de aplicar esse conhecimento no cotidiano.
Na auto-avaliação o educador utiliza a observação diária e multidimensional e instrumentos variados, propostos de acordo com cada objetivo. Para que a auto-avaliação sirva à aprendizagem é fundamental reconhecer cada educando e suas necessidades. Assim o educador será capaz de refletir em caminhos para que todos alcancem os objetivos.
Para Pellegrini (2003), o objetivo do educador neste tipo de avaliação é fazer com que todos aprendam, uma das primeiras providências é sempre informar o que vai ser visto em aula e o porquê de estudar aquilo.
O educando precisa conhecer sempre onde está e o que fazer para prosseguir no processo ensino-aprendizagem. Quando o educador debate com os estudantes os objetivos de uma atividade ou unidade de ensino, oferece meios para que eles acompanhem o próprio desenvolvimento.
As considerações finais da auto-avaliação são capazes de servir tanto para provocar ações individuais como para redefinir a orientação de um projeto para a classe como um todo. Esse método pode ir além da apreciação do domínio de conteúdos e conceitos e apontar como está a relação entre os colegas e com o educador.
Segundo Pellegrini (2003), durante o processo de auto-avaliação, é importante que todos possam expor sua análise, discutir com o professor e os colegas, relatar suas dificuldades e aquilo que não aprenderam.
Além de ser mais uma ferramenta para aperfeiçoar o trabalho docente, a auto-avaliação é uma estilo de requerer a autonomia dos educandos. Para que isso verdadeiramente ocorra, o processo precisa ser democrático.
A auto-avaliação melhora a aprendizagem do educando porque através deste método didático o educador participa os objetivos do trabalho com a turma, os educandos avaliam a si próprios e aos colegas, ponderam o próprio desenvolvimento, sentem-se determinados a progredir e notam obstáculos como algo a ser superado.
Segundo Pellegrini (2003), a auto-avaliação visa à melhoria da aprendizagem porque esta metodologia investiga como os educandos estão aprendendo e o que deve ser feito. Os educandos devem perceber que a auto-avaliação tem como objetivo fazer todos aprenderem, procurando sanar as dificuldades específicas de cada um os alunos têm a oportunidade de desenvolver atividades que objetivam resolver suas dúvidas e progredir.
Na auto-avaliação o educador não tem a preocupação de rotular melhores e piores, mas de fazer com que todos aprendam. Para isso, diversifica o planejamento, os educandos são respeitados em sua individualidade e podem observar seu desenvolvimento em relação a si próprios, dentro do ritmo de aprendizagem de cada um.

2.3 PORTFÓLIO

A avaliação na maioria das vezes impede que os educandos apreciem, pensem e reflitam acerca do seu próprio trabalho. A avaliação aparece como algo externo, que surge de fora e, geralmente, não é ponderada uma responsabilidade pessoal do educando. O que parece contar não é a apreensão, as experiências e os conhecimentos que ele detém, mas antes a sua atuação no limitado espectro de questões oferecidas nos testes.
Segundo Fernandes (1994), é indispensável descobrir formas de avaliar as aprendizagens que forneçam mais conhecimento aos educadores e que desenvolvam a responsabilidade pessoal dos educandos na reflexão e na crítica ao seu trabalho. Ou seja, que permitam identificar o desenvolvimento dos educandos ao longo do tempo de forma a torná-los avaliadores conscientes das suas próprias histórias como aprendentes.
A utilização de portfólios de trabalhos produzidos pelos educandos ao longo de um período de aprendizagem é uma abordagem que tem sido utilizada por educadores para alcançar os objetivos e a eficácia do processo ensino-aprendizagem.
De acordo com Fernandes (1994), um portfólio de ênfase de aprendizagens é uma coleção organizada e devidamente arquitetada de trabalhos produzidos por um educando ao longo de um dado período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada e pormenorizada quanto possível das diferentes componentes do seu desenvolvimento cognitivo, metacognitivo, afetivo ou moral.
Tanto o educador quanto o aluno compartilham responsabilidades na sua preparação determinando o que incluir no portfólio, em que condições, com que objetivos e qual o método de avaliação. As evidências de aprendizagem a abranger podem ser de natureza distinta e devem refletir os aspectos enfatizados pelo currículo, pela escola, pelo educador e pelo educando.
Segundo Fernandes (1994), um portfólio pode incluir relatórios, composições, pequenas redações escritas a uma visita de estudo ou a um filme educativo que passou na televisão, testes, trabalhos individuais ou de grupo, trabalhos de casa, desenhos, diagramas, reflexões do educando acerca da disciplina, ou resoluções de exercícios e de problemas.
Todos estes trabalhos, devidamente datados, poderão ir sendo incluídos no portfólio de forma a fornecerem uma imagem dos progressos, das aprendizagens, das necessidades e das experiências do educando.
Para Fernandes (1994), o portfólio não é um mero repositório de trabalhos organizados numa pasta de arquivo ou numa caixa. A idéia da sua utilização encerra objetivos que, uma vez alcançados, permitem enunciar diversas vantagens dos portfólios. Dentre estes destacam-se:
  • a contribuição para o alinhamento entre o currículo, as metodologias utilizadas e a avaliação, através de uma maior coincidência das tarefas de avaliação com as de aprendizagem;
  • a diversificação dos processos e objetos de avaliação, nomeadamente, através da: contextualização, ou seja, de uma maior ligação da avaliação à situação em que se desenvolveu a aprendizagem, evitando realizá-la através de tarefas formais, desligadas do contexto;
  • reflexão dos educandos  acerca do seu próprio trabalho;
  • participação ativa dos educandos no processo de avaliação;
  • identificação dos progressos experimentados e das dificuldades mais características dos alunos, dada a natureza longitudinal dos portfólios;
  • facilitação do processo de tomada de decisão pelos professores, a todos os níveis, porque ficam a conhecer melhor a forma como o currículo é desenvolvido e as principais características dos alunos;
  • a ênfase no caráter positivo da avaliação, uma vez que os alunos têm mais possibilidades de mostrar o que sabem e são capazes de fazer o que contribui para melhorar a sua auto-estima.
Os portfólios podem influenciar positivamente as formas como se ensina, se aprende e se avalia. Podem dar origem a uma outra cultura a uma outra idéia de sala de aula: um local em que as aprendizagens se vão estabelecendo em conjunto e individualmente ao ritmo de cada um, em que se reflete e pensa, em que se apreciam as experiências, intuições e saberes de cada educando, em que se acredita que as dificuldades podem ser superadas e em que, essencialmente, se aprende.





3 A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


Este capítulo buscou questionar os processos de avaliação da aprendizagem dos alunos que estão, usualmente, centrados num desempenho cognitivo, sem referência a um projeto político-pedagógico de escola, e, ainda, o sentido das avaliações escolares que se têm direcionado, especialmente, para o ato de aprovar ou reprovar os alunos.

3.1 O PROFESSOR E AS FORMAS DE SE AVALIAR

Tudo vai depender da maneira como são propostas as questões. Se a intenção não for apenas a de verificar quantas informações o aluno "guardou em sua cabeça", mas sim a de perceber como o aluno está aproveitando tudo o que ele aprendeu durante as aulas, para compreender os temas estudados no curso e para resolver problemas propostos pela disciplina estudada, então a prova pode ser um bom momento para professores e alunos efetuarem uma revisão de tudo o que foi – ou deveria ter sido aprendido – e perceberem o que ainda pode ser melhorado.
Uma boa alternativa é permitir que os alunos re-elaborem as questões da prova nas quais não conseguiram um bom resultado, de modo que possam recuperar as falhas anteriores.
A prova operatória constitui um instrumento de avaliação que corresponde a uma nova oportunidade dada ao aluno para ampliar o seu conhecimento sobre uma determinada matéria. É possível avaliar os alunos mediante a aplicação de provas sem que essa atividade seja, apenas, uma tarefa burocrática, a qual rouba dos professores e alunos tempo preciosos que poderia estar sendo dedicado ao desenvolvimento do ensino e do aprendizado. Para eles, uma prova pode ser considerada operatória quando:
Longe de ser mecânicos questionários, testes ou exercícios for um momento a mais para o aluno viver internamente a construção ou reconstrução de conceitos ao longo do caminho da aprendizagem. Ou seja, um momento de aprendizagem, (HOFFMAN, 1994, p. 34).
Além de explicitarem os objetivos e as ações que devem ser cumpridos pela realização de uma prova, os autores desenvolvem a proposta no sentido de torná-la mais clara.
As questões referem-se a temas atuais que tenham relevância para a compreensão do mundo, contribuindo para a reflexão do aluno sobre contexto histórico em que vive. O aluno que se vê convidado a refletir sobre o mundo que o cerca sente que não está respondendo a uma questão apenas porque o professor quer assim, mas percebe a importância do estudo de cada disciplina específica para o conhecimento de uma realidade da qual ele próprio faz parte.
Sendo assim, a avaliação escolar deve permitir verificar não apenas a retenção de informações sobre a matéria pelo aluno, mas, principalmente, se os alunos estão sendo capazes de utilizar aquilo que aprenderam a partir dos exemplos dados pelo professor na compreensão de casos análogos.
Segundo Demo (1996), avaliamos o êxito de qualquer ensino não pela capacidade de reprodução que o aluno tem do que lhe foi apresentado como informação ou caso exemplar, mas pela sua capacidade de construir soluções próprias a novos problemas, ainda que para isso ele recorra àquilo que lhe foi colocado como caso exemplar, ou seja, que ele lance mão das ‘soluções canônicas’ que lhe foram apresentadas.
Para dar um exemplo, não pode ter certeza de que um aluno aprendeu um novo idioma apenas ao verificar que reproduziu um texto escrito em alemão, pois, para tal basta ter boa coordenação e prestar atenção na tarefa. Evidentemente, contudo só pode dizer que uma pessoa aprendeu alemão quando observa que ela é capaz de criar um novo texto em alemão e não apenas copiar.
Ao avaliar as competências dos alunos é preciso definir adequadamente os objetivos que o aluno deve alcançar e levar em consideração ainda uma distinção no que se refere à correção para o aprendizado de informações.
A avaliação escolar é um processo pelo qual se observa, se verifica, se analisa, se interpreta um determinado fenômeno (construção do conhecimento), situando-o concretamente quanto aos dados relevantes, objetivando uma tomada de decisão em busca da produção humana.
Segundo Luckesi (1999), o ato de avaliar tem, basicamente, três passos:  Conhecer o nível de desempenho do aluno em forma de constatação da realidade. Comparar essa informação com aquilo que é considerado importante no processo educativo. (qualificação). Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados.
Neste sentido, é essencial definir critérios onde caberá ao professor listar os itens realmente importantes, informá-los aos alunos sem uma necessidade, pois a avaliação só tem sentido quando é contínua, provocando o desenvolvimento do educando. O importante é que o educador utilize o diálogo como fundamental eixo norteador e significativo papel da ação pedagógica.
Freire (1999) argumenta que o diálogo é a confirmação conjunta do professor  e dos alunos no ato comum de conhecer e reconhecer o objeto de estudo. Então, em vez de transferir o conhecimento estaticamente, como se fosse fixa do professor, o diálogo requer uma aproximação dinâmica na direção do objeto. O diálogo é visto como uma concepção dialética de educação, pois se supera tanto o sujeito passivo da educação tradicional, quanto o sujeito ativo da educação nova em busca de um sujeito interativo.
Faz-se necessário ao educador o comprometimento como profissional durante as suas inter-relações em que o compromisso não pode ser um ato passivo, mas sim a inserção da práxis na prática educativa de professor e aluno.
Freire (1999), afirma que se a possibilidade de reflexão sobre si, sobre seu estar no mundo, associada indiscutivelmente à sua ação sobre o mundo, não existe no ser, seu estar no mundo se reduz a um não poder transpor os limites que lhe são impostos pelo próprio mundo, do que resulta que este ser não é capaz de compromisso. É um ser imerso no mundo, no seu estar, adaptado a ele e sem ter dele consciência.
Por conseguinte, a avaliação qualitativa deve estar alicerçada na qualidade do ensino e pode ser feita para avaliar o aluno como um todo no decorrer do ano letivo, observando a capacidade e o ritmo individual de cada um. Desta forma, para haver uma avaliação qualitativa e não classificatória deve acontecer uma mudança nos paradigmas de ensino em relação à democratização do excesso da educação escolar e com isso haverá uma qualidade de ensino do educando onde acontecerá um sentido de evolução produtiva nos processos avaliativos.
A auto-avaliação deve estar presente em todos os momentos da vida, uma vez que é o ato de julgar o próprio desempenho de aluno e professores. O educador deve se auto-avaliar, revendo as metodologias utilizadas na sua prática pedagógica. E a auto-avaliação do aluno para avaliar o professor deve servir como subsídio para a sua própria auto-avaliação, momento este que servirá para refletir sobre a relação e interação entre educando e educador. Portanto, o professor deve utilizar instrumentos avaliativos vinculados à necessidade de dinamizar, problematizar e refletir sobre a ação educativa / avaliativa da instituição. Propicia, portanto, condições para o aluno refletir sobre si mesmo e o que tem construído ao longo da vida.
Uma grande questão é que avaliar envolve valor, e valor envolve pessoas. Quando se avalia uma pessoa, se envolve por inteiro – o que se sabe, o que sente, o que se conhece desta pessoa, a relação que se tem com ela. E é esta relação que o professor acaba criando com seu aluno. Então, para que ele transforme essa sua prática, algumas concepções são extremamente necessárias.
O sentimento de compromisso em relação àquela pessoa com quem está se relacionando e reconhecê-la como uma pessoa digna de respeito e de interesse. O professor precisa estar preocupado com a aprendizagem desse aluno, principalmente quando percebe nele, dificuldades oriundas e distúrbios mentais ou sensoriais.

3.2 FATORES QUE PODEM AFETAR A APRENDIZAGEM E PREJUDICAR A AVALIAÇÃO

O sistema nervoso comanda todos os outros sistemas do nosso corpo. Por esse motivo, ele interfere em várias atividades humanas, especialmente no campo da aprendizagem.
Muitos distúrbios neurológicos podem atingir tanto crianças quanto adultos, causando problemas de fala, de locomoção, de memória, do próprio funcionamento do cérebro (raciocínio) etc. Esses distúrbios prejudicam qualquer tipo de aprendizagem.
Deve-se reconhecer as inúmeras diferenças, entendê-las e respeitá-las. Percebe-se que em todas as escolas, em todas as séries, encontram-se alunos com problemas de aprendizagem, agressividade e com pouca estimulação para estudar. Estes alunos, muitas vezes são discriminados e apontados como alunos problemas. São alunos que algum momento apresentaram problemas em seu desempenho escolar, e nada foi feito ou muito pouco para compensar o que não aprenderam. Para a Escola, às vezes representam casos perdidos, que quanto mais rotulados mais problemas representam.
Segundo Fernandez (1991), uma mensagem que precisa ser decodificada pelo professor é uma mensagem que a criança emite, como um grito de desespero de incompreensão do que acontece; é um pedido falido de ajuda.
O trabalho pedagógico deveria partir de uma auto-avaliação do professor quanto a sua postura. Após olhar para bem dentro de si, só então, é que o educador pode olhar para o aluno como mediador, não só de conhecimento, mas também de carinho, compreensão e ajuda mútua. Ser professor não é só passar conteúdos, mas ajudar na formação para se tornar um cidadão feliz. O potencial de cada criança deve se buscar inesgotavelmente e expandir este potencial por intermédio de uma orientação individualizada de acordo com a capacidade de cada um. Toda criança possui um potencial pronto para ser expandido, pois é seres que se desenvolvem continuamente.
Um dos principais objetivos do professor e dos pais é de instigar o interesse e o amor da criança pelos estudos. Se a criança não for motivada não terá interesse em aprender. É preciso dar-lhe o empurrão inicial, colocá-la em movimento, transmitir-lhe animo.
De acordo com as características individuais dos alunos, o professor poderá definir os tipos de testes de prontidão a que eles deverão ser submetidos para atingir um bom nível inicial de aprendizagem assim estará evitando futuros distúrbios de aprendizagem. Por isso, cada caso deve ser avaliado particularmente, incluindo na avaliação o entorno familiar e escolar.  "Distúrbio neurológico" misterioso e não-detectável. 
É preciso levar a sério a Educação. E isto só se faz através da prática construtiva. É necessário refletir na atual situação em que se encontra a Educação, e tornar-nos consciente, tomando algumas medidas para melhor saber desenvolver os conteúdos educacionais, usando formas coerentes para melhorar o sistema de avaliação de nosso país, para que nossos educandos sejam no futuro verdadeiros cidadãos conhecedores, participantes e formadores de consciência concernentes à cidadania ao seu papel como cidadão.
As formas de avaliação tradicionais usadas em nosso país têm tomado rumo desastroso em nossas escolas e promovido números assustadores de evasão, A Educação é um direito que deve ser assegurado a todos, através de ações desenvolvidas pelo Estado e pela família, com a colaboração da sociedade. Mas nem sempre esses direitos são respeitados.
Assim, os gestores e professores devem amenizar os problemas da evasão nas instituições brasileiras, trabalhando diretamente com a sociedade e os pais dos alunos evadidos, conscientizando-os da necessidade da permanência de seus filhos na Escola e os demais alunos tendentes a evadirem através de infreqüência.
Quando a coordenação pedagógica, a direção e os professores devem adquirir conhecimento de casos de alunos que faltam a Escola, comunicar aos pais e procura saber dos reais problemas de sua ausência a Escola, desta forma, com certeza, os resultados serão mais positivos.
Na verdade, mediante as reprovações e defasagem de conhecimento que se encontram os nossos alunos hoje, é preciso parar e refletir de que forma estamos avaliando nosso aluno, se esta avaliação está servindo apenas para aprovar ou reprovar o aluno, puni-lo ou apenas controlá-lo, sem levá-lo a uma real melhoria na aprendizagem.

















CONSIDERAÇÕES FINAIS

A própria circunstância de aprendizagem deve implicar como avaliar. Ao avaliar deve-se levar em conta a capacidade do educando de mobilizar os conhecimentos construídos para enfrentar uma situação específica.  Os educandos devem estabelecer conceitos e conhecimentos no contexto em que estes funcionem como recursos para a solução de problemas.
O que precisa ser avaliado é como os conhecimentos estabelecidos estão sendo mobilizados e as próprias situações de aprendizagem irão sugerir os melhores instrumentos. A avaliação é um caráter constante em todo trabalho planejado. É a verificação da relação entre a proposta de trabalho e sua consecução.
A avaliação na series inicias do ensino fundamental tem por finalidade constatar a adequação do desenvolvimento do educando face aos objetivos propostos, levando-se em consideração as características da faixa etária.
A avaliação nesta etapa da vida tem por objetivo a verificação das aprendizagens qualitativa e quantitativa, com o predomínio do aspecto qualitativo sobre o aspecto quantitativo. Os resultados da aprendizagem são conferidos através de avaliação sistemática e contínua dos trabalhos, pesquisas, experiências, exercícios, leituras e provas.
Uma avaliação somente será eficaz e cumprirá seus objetivos se: acompanhar e verificar o desempenho e a aprendizagem dos conhecimentos; verificar se o educando transfere conhecimento na resolução de situações novas; avaliar se o educando está se apropriando dos conhecimentos e se estes estão sendo significativos e contínuos e repensar novas estratégias de trabalho em classe.
Todo trabalho realizado com o educando é em potencial um instrumento de avaliação, estes instrumentos devem avaliar o educando passo a passo, de forma contínua. São de suma importância a auto-avaliação e a avaliação diagnóstica. Toda proposta deve levar o educando a estar em contato com a construção do conhecimento e os instrumentos devem avaliar o raciocínio e a criatividade do educando.
A avaliação deve ser feita de forma a contribuir para formar o indivíduo respeitando suas diferenças e individualidades para que ele seja capaz de resolver os conflitos encontrados no dia-a-dia. Sendo assim um verdadeiro cidadão é capaz de exercer sua própria cidadania na prática e conscientizar os demais ao seu redor.
De acordo com os levantamentos de dados sobre os diversos sistemas de avaliação, notamos o se grau de complexidade. Percebemos que, dependendo do uso que se faça da avaliação, o educador poderá estar condenando seus alunos a uma pena cruel, sem que ele perceba o que esta fazendo. Portanto se torna necessário a cada educador ao mesmo tempo dar condições para que nossos alunos possam exercer sua função como ajudante e construtor deste sistema, podendo entender o que é uma avaliação de desempenho escolar e que os profissionais que atuam na educação possam se conscientizar que uma avaliação inadequada pode contribuir para uma total exclusão social.   
























REFERÊNCIAS


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ZABALA, A. A prática Educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.


























































ANEXOS

















Anexo 1 – Tipo de atividade desenvolvida nas séries iniciais do ensino fundamental, onde o educador através da observação auxilia seus alunos. Fotos: Gilvan Barreto


  


                         


Fonte: PELLEGRINI, Denise. Avaliar para ensinar melhor. São Paulo: Revista Nova Escola, ed. nº 159, janeiro/fevereiro de 2003.



Anexo 2 – Tipo de avaliação encontrada em livros didáticos












Anexo 3 – A avaliação da aprendizagem neste caso foi feita através da exposição de trabalhos dos alunos



Fonte: http://lacteabrasil.org.br/images/conteudo/Desenhoscrianças.gif

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