FACULDADE
ALFREDO NASSER
DEPARTAMENTO
DE GRADUAÇÃO
LICENCIATURA
PLENA EM PEDAGOGIA
MARIA ROSA DA SILVA
PROPOSTAS
DE AVALIAÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Monografia apresentada à Banca
Examinadora da Faculdade Alfredo Nasser - UNIFAN, como requisito parcial para conclusão
do Curso de Licenciatura Plena em Pedagogia.
Orientador: Prof. Joenildo
Fonseca Leite.
BRASÍLIA
- DF
2012
INTRODUÇÃO
A característica que
de imediato se evidencia na prática educativa é de que a avaliação da
aprendizagem ganhou um espaço tão amplo nos processos de ensino que a prática
escolar passou a ser direcionada por uma “pedagogia do exame”. Ou seja, pais,
sistemas de ensino, profissionais da educação, professores e alunos, todos têm
suas atenções centradas na promoção, ou não, do estudante de uma série de
escolaridade para outra.
A avaliação da
aprendizagem é usada como disciplinamento social dos alunos, a utilização das
provas como ameaça aos alunos, por si, não tem nada a ver com o significado dos
conteúdos escolares, mas sim com o disciplinamento social dos educando, sob a
égide do medo.
O ato de avaliar, por sua
constituição mesma, não se destina a um julgamento definitivo sobre alguma
coisa, pessoa ou situação, pois que não é um ato seletivo. A avaliação se
destina ao diagnóstico e, por isso mesmo, a inclusão e destina-se a melhoria do
ciclo de vida.
Através
de uma linguagem clara e objetiva procurou demonstrar coerências nas soluções
propostas em relação aos problemas apresentados e explanadas também sobre a
avaliação nas séries iniciais do ensino fundamental, finalizando-se com a
apresentação das considerações finais.
A elaboração da monografia termina com
o parecer didático, onde será dissertada a importância ou não do aprendizado
teórico, fazendo-se assim uma reflexão da utilidade da avaliação no ensino.
A avaliação é uma
ferramenta da qual o ser humano não se livra. Ela faz parte de seu modo de agir
e, por isso, é necessário que seja usada da melhor forma possível. Para que se
utilize corretamente a avaliação no processo ensino-aprendizagem no contexto
escolar importa estabelecer um padrão mínimo de conhecimentos, habilidades e
hábitos que o educando deverá adquirir, e não uma média mínima de notas, como
ocorre na prática escolar.
Para que a avaliação
funcione para os alunos como um meio de auto-compreensão importa que tenha
também, o caráter de uma avaliação participativa. Por participativo, entende-se
que é a conduta segundo a qual o professor, a partir dos instrumentos adequados
de avaliação, discute com os alunos o estado de aprendizagem que eles
atingiram.
O presente trabalho
busca abordar a temática da avaliação nas séries iniciais do ensino fundamental,
com vistas a uma mudança significativa na prática educativa. A situação vivida
hoje no sistema escolar em termos de avaliação é muito problemática e tem
profundas raízes. Este não é um problema de apenas uma disciplina, curso, série
ou escola, mas sim, é problema de todo o sistema educacional inserido em um
sistema social que impõem certas práticas.
O objetivo geral deste estudo é
investigar e refletir sobre as propostas de avaliação nas séries iniciais do
ensino fundamental, analisando se esta prática é possível, assim como
compreender as diferentes concepções de avaliação para construir um referencial
acerca das mesmas que possibilite reflexão e possa auxiliar na construção de um
novo modo de avaliar.
A partir deste objetivo fez-se
necessário conceituar o que é avaliação; analisar de que forma esta vêm sendo
aplicado nas instituições de educação infantil; analisar as formas de avaliar; e refletir
sobre à auto-avaliação e o uso do portfólio.
O processo avaliativo
vem sempre acompanhado de duvidas, angústias, incertezas e até incoerências, e,
no entanto, constitui-se no processo crucial para a vida de quem está sendo
avaliado. A sociedade reserva às instituições escolares o poder de conferir
notas e certificados que, supostamente atestam o conhecimento de cada um de
seus educados, o que torna muito grande a responsabilidade de quem avalia.
Todo educador é
avaliado e deve avaliar continuamente para melhorar o processo de ensino e
aprendizagem, cultivando a responsabilidade ética, pois a avaliação sempre
inclui uma dimensão de discernimento.
Analisar a avaliação justifica-se
pela necessidade de buscar a melhoria da qualidade da docência, otimizar o que
é objeto da avaliação, evitar erros na ação docência, revisar os resultados das
ações planejadas e procurar sempre inovar na própria pratica educativa,
construindo uma prática pedagógica que tenha como princípios à reflexão sobre a
ação.
A
pesquisa bibliográfica é a base para as demais pesquisas e pode-se dizer que é
uma constante na vida de quem se propõe estudar, pois geram leituras de um
conjunto de livros pertinentes ao tema que está sendo objeto de estudo.
A
pesquisa bibliográfica diz respeito ao conjunto de conhecimentos humanos
reunidos nas obras. Tem como bases fundamentais conduzir o leitor a determinado
assunto e à produção, coleção, armazenamento, reprodução, utilização e
comunicação das informações coletadas para o desempenho da pesquisa (FACHIN,
1993, p.102).
Pode-se
fazer uma pesquisa bibliográfica propondo ou defendendo a aplicação de uma
determinada teoria, pode fazer uma comparação entre teorias, pode analisar ou
comparar algumas pesquisas, pode fazer um levantamento histórico e pode estudar
um determinado fenômeno. Com isto a pesquisa bibliográfica pode ser realizada
sob um enfoque argumentativo, analítico, comparativo, histórico, descritivo,
e assim por diante.
O
material analisado na pesquisa bibliográfica é constituído de dados primários
ou secundários, que estão ao serviço do pesquisador. As fontes primárias são
numerosas e as secundárias representam importantes guias, pois possibilita uma
rápida pesquisa bibliográfica preliminar, através da consulta de listas e resumos,
sem os quais, a maior parte das fontes primárias não seria encontrada.
A pesquisa divide-se nos seguintes capítulos:
O 1º capítulo aborda o referencial teórico, com a
finalidade de mostrar onde se encontram os embasamentos teóricos utilizados
para a descrição das atividades e apresentar as citações de vários autores que
tratam dos pontos discutidos no trabalho.
O
2º capítulo trata da análise e reflexão sobre a avaliação da aprendizagem nas
séries iniciais do ensino fundamental e faz uma abordagem sobre o uso da
auto-avaliação e do portfólio como uma ferramenta eficaz na avaliação.
O
3º capítulo aborda segundo teóricos da área a importância da avaliação nas
séries iniciais do ensino fundamental.
Por
fim, as Considerações Finais e as Referências Bibliográficas.
1 AVALIAÇÃO
Este capítulo aponta
de que forma a avaliação é concebida de acordo com vários autores e indica onde
se encontra os embasamentos teóricos utilizados para análise da avaliação nas
séries iniciais do ensino fundamental.
1.1
CONCEITO DE AVALIAÇÃO
A avaliação
é o espaço de mediação, aproximação e diálogo entre as formas de ensino do
educador e os percursos de aprendizagens dos educandos. A avaliação significa
oportunizar aos educandos e aos educadores um espaço de diálogo e participação.
Segundo
Méndez (2002), a
avaliação possui a tarefa de se centrar na forma de como o aluno aprende, sem descuidar da qualidade do que
aprende para orientar o docente a ajustar seu fazer didático de maneira
que produza desafios que se transformem em aprendizagens para os educandos. Ou
seja, a maneira como o sujeito aprende
passa a ser mais importante que
aquilo que aprende, porque facilita a aprendizagem e capacita o sujeito para
continuar aprendendo permanentemente.
Para Perrenoud (1999), a avaliação torna-se
instrumento privilegiado de uma regulação contínua das diversas intervenções e
das situações didáticas que
possui as seguintes características: democrática, constante, contínua e
diversificada, sistemática e intencional.
A
avaliação se concretiza numa multiplicidade de instrumentos, e deve ser
ininterrupta, o que significa garantir uma relação coerente entre os diversos
instrumentos empregados no processo avaliativo, buscando sempre uma coesão
pedagógica e didática entre eles, e destes com os métodos de ensino que o
educador planejou o fez uso.
Segundo
Méndez (2002), o termo avaliar, o processo avaliativo está presente em toda a
prática pedagógica do professor, mesmo sem clareza de se constituir avaliação.
A
cultura da avaliação muitas vezes contribui para a manutenção de uma avaliação
escolar certificativa, classificatória, perdendo cada vez mais seu sentido pedagógico.
Porém, a principal importância da avaliação está em ser capaz de mediar à
prática educativa, contribuindo significativamente para que seus objetivos sejam
alcançados.
De
acordo com Hadji (2001), para que avaliação ocupe seu espaço, tempo e forma relevantes
do ponto de vista reflexivo, dialógico e criador no processo de formação
escolar, suas atividades específicas devem ser pertinentes e adequadas e,
sobretudo, significativas para não apenas interessarem como também desafiarem
os alunos a mostrarem suas aprendizagens construídas e, indo além disso,
avançarem no processo de construção do conhecimento.
Para
Estebam (2001), a avaliação como prática de investigação tem um horizonte
móvel, indefinido, pois não trabalha a partir de uma única resposta esperada,
mas indaga as muitas respostas encontradas, os diferentes caminhos percorridos,
os múltiplos conhecimentos anunciados, com o sentido de ampliação permanente
dos conhecimentos existentes. Assim, o educando pode ir se sentindo livre para
dar a sua resposta, mesmo que diferente da resposta padronizada, porque sua
resposta será admitida como conhecimento e, como tal, é considerada parcial e
provisória.
A
avaliação não deve priorizar o resultado ou o processo, ou seja, como prática
de investigação, interroga a relação ensino-aprendizagem em sua complexidade e
busca identificar os conhecimentos que estão em diálogo. A avaliação
deve oferecer elementos para uma melhor compreensão do movimento vivido
individual e coletivamente na realização do processo ensino-aprendizagem.
Na
avaliação deve-se predominar os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. A
avaliação deve ter uma finalidade diagnóstica, voltada para o levantamento das
dificuldades dos alunos, com vistas à correção de rumos, à reformulação de
procedimentos didáticos ou até mesmo dos objetivos.
Segundo Méndez (2002), a avaliação é
um processo contínuo e paralelo ao processo de ensino-aprendizagem. Ela deve
ser permanente, permitindo-se a periodicidade apenas no registro das
dificuldades e avanços do aluno relativamente às suas próprias situações
pregressas.
A
avaliação deve ser apreendida como um meio de se alcançar informações e
subsídios para beneficiar o desenvolvimento do educando e expandir seus
conhecimentos. Ao dispor dessas informações, é possível adotar metodologia para
correções e melhorias no processo, melhorando o trabalho pedagógico.
Segundo
Luckesi (1999), o ato de avaliar envolve a coleta, análise síntese dos dados
que configuram o objeto da avaliação. Avaliar envolver reflexão crítica sobre a
prática, no sentido de perceber seus avanços, resistências, dificuldades.
De
acordo com Luckesi (1999), a avaliação é necessária para: melhorar o processo e
o resultado; auxiliar o aluno a motivar-se para novas aprendizagens; auxiliar o
professor na compreensão do processo de aprendizagem; na sua auto-avaliação e
orientar os líderes educacionais.
O
objetivo central da avaliação é diagnosticar, auxiliar cada educando no seu
processo de competência e crescimento para a autonomia e indicadora de novos
rumos. Serve também para compreender o estágio de aprendizagem em que se
encontra o aluno, objetivando o avanço no processo de aprendizagem.
Segundo
Vasconcellos (2000), a avaliação deveria auxiliar a construção da aprendizagem
satisfatória e subsidiar a decisão da melhoria da aprendizagem.
A avaliação está a serviço da ação,
colocando o conhecimento obtido, pela observação ou investigação, a serviço da
melhoria da situação avaliada. Observar, compreender, explicar uma situação não
é avaliá-la; essas ações são apenas uma parte do processo. Para além da
investigação e da interpretação da situação, a avaliação envolve
necessariamente uma ação que promova a sua melhoria.
1.2 AS FUNÇÕES DA AVALIAÇÃO
As funções da avaliação devem ser analisadas levando em conta a democracia
e a participação, considerando-a como parte integrante do projeto pedagógico da
escola. A avaliação não é uma atividade que ocorre à margem do processo de
ensino-aprendizagem, do trabalho pedagógico na escola. Ela faz parte desse
processo, por isso não deve ser deixada somente para o final. As funções da
avaliação são duas em potencial: a classificatória (ou formativa) e a
diagnóstica.
1.2.1 Avaliação classificatória (ou formativa)
No processo educativo, onde o empenho centraliza-se na escolarização
do educando, com o objetivo de dotá-lo de informação e habilidades, torna-o
capaz de competir com o conhecimento que os outros possuem e assim competir na
sociedade em que vive.
Segundo
Gandin (1995), a meta da avaliação classificatória seria preparar o homem para superar o seu semelhante, sua ênfase esta na
individualidade. Para convir a este contexto, o processo educativo tem sido
definido em função de conteúdos, informações e ainda da participação de
atividades classificatórias que precisam ser vencidas.
Para Gandin (1995), as técnicas empregadas proporcionam
instrumentos de controle (provas, provões, seleção de alunos em determinadas
turmas de acordo com o rendimento). A aprendizagem é confundida com memorização
de um conjunto de conteúdos desarticulados, conseguida através de repetição de
exercícios sistemáticos de fixação e cópia.
Neste tipo de avaliação permanecer o estímulo de reforço positivo
e negativo. A aula é expositiva e a averiguação da aprendizagem se dá através
de repetitivas avaliações, onde são vistas como instrumentos de controle e de
comparação da necessidade de reformulação das técnicas empregadas.
De acordo com Gandin (1995), a avaliação na escola é um
instrumento de controle, ou seja, é a verificação se um produto ou uma ação
corresponde ou não um padrão estabelecido anteriormente. Ela se refere à
eficiência se algo foi realizado como deveria ser realizado.
A avaliação classificatória tende aprovar ou reprovar o aluno, e
ao mesmo tempo exclui muitos educandos do acesso ao saber. Este tipo de
avaliação é uma ferramenta de repressão de poder e de controle de disciplina.
Muitas vezes, o educando em seu caminho escolar é avaliado unicamente em função
de sua maior ou menor competência de deter as informações que lhe são passadas,
sem nenhuma preocupação com o desenvolvimento de suas potencialidade humanas.
Para
Luckesi (1999), a avaliação classificatória é um instrumento disciplinador não
só das condutas cognitivas como também das sociais, no contexto da escola. O
julgamento do valor, que teria a função de possibilitar uma nova tomada de
decisão sobre o objeto avaliado, passa a ter a função estática de classificar
um objeto ou um ser humano histórico num padrão definitivamente determinado.
Com a
função classificatória, a avaliação não auxilia em nada o avanço e o
crescimento. Esta avaliação desconsidera o educando como sujeito humano
histórico, julgando-o e classificando-o, ficando para o resto da vida, do ponto
de vista do modelo escolar vigente, estigmatizado, pois as anotações e registros
permanecerão nos arquivos e nos históricos escolares.
A
avaliação da aprendizagem vem se estabelecendo como um sério problema
educacional, acarretando estragos da prática classificatória e excludente
causando altos índices de reprodução e evasão escolar. Para adquirir um caráter transformador a
avaliação deve estar envolvida com a promoção da aprendizagem por parte dos
educandos e não de uma simples verificação e classificação de resultados.
1.2.2
Avaliação diagnóstica
Segundo
Luckesi (1999), a avaliação diagnóstica não pretende
servir à classificação, ela deve priorizar a análise do processo de construção
do conhecimento do educando; esta avaliação é prospectiva, ela é um passo para
as possibilidades futuras.
A avaliação diagnóstica admite a mediação que provoca um ir e vir
de idéias que transcendem o lugar comum. Essas idéias são internalizadas pelos
atores que interagem na construção do saber, que podem ousar estar a serviço.
De acordo com Gandin (1995), a avaliação como diagnóstica é a
verificação de até que ponto uma prática é caminho para a concretização de uma
idéia de um valor, ela verifica o presente parra programar o futuro. Analisam-se as condições de determinada
prática a fim de verificar quais são as alterações necessárias para que esta
realidade se construa numa direção desejada e explicitada. Este tipo de
avaliação está relacionada a uma prática que tenha um resultado social
desejado.
Para
Noizet e Caverni (1985), a avaliação diagnóstica serve para avaliar a
competência que um educando
possui para frequentar determinados cursos ou disciplinas, estando ligada à
orientação escolar, à avaliação de capacidades dos educandos e não,
exclusivamente, aos conteúdos educativos.
A avaliação diagnóstica constata se os educandos possuem
os conhecimentos e habilidades para poderem iniciar novas aprendizagens.
Permite identificar problemas, no início de novas aprendizagens, servindo de
base para decisões posteriores, através de uma adequação do ensino às
características dos educandos.
Segundo Noizet e Caverni (1985), a avaliação diagnóstica
não ocorre em momentos temporais determinados, podendo realizar-se no início do
ano, no início de uma unidade de ensino e sempre que se pretende introduzir uma
nova aprendizagem e se achar prudente proceder a uma avaliação deste tipo.
A avaliação diagnóstica deve apontar indicações que
possibilitem direcionar a evolução de um objeto avaliado, fornecendo
informações de orientação do processo formativo. Esta avaliação recai sobre as
habilidades básicas dos educandos que estão relacionadas aos conhecimentos
prévios do processo ensino-aprendizagem.
A avaliação é diagnóstica quando o conhecimento da
realidade dá-se através da observação, diálogo e do desenvolvimento de
estratégias que possibilitem a caracterização dos espaços, dos sujeitos, das
condições.
De acordo com Luckesi (1999), a avaliação que antecipa a preparação de um
projeto pedagógico, de um plano de curso, de um plano de unidade ou de qualquer
outra atividade é a avaliação diagnóstica. Esta avaliação fornece subsídios para uma tomada de decisão
mais ampla, ou seja, para que seja traçado um plano geral de trabalho.
A
avaliação diagnóstica pode ocorrer após a definição dos objetivos, porém é
indispensável saber quais são as dificuldades e o porquê dessas dificuldades. A
avaliação, desta forma, contribui para ajudar no alcance dos objetivos do
trabalho pedagógico. A avaliação do processo bem feita, seguida de decisões e
ações que ajudem os alunos a aprender mais e melhor, garantirá bons resultados
na avaliação final.
1.3
A LDB E A AVALIAÇÃO
Avaliar
denota acompanhar o educando de perto, aumentando a influência mútua entre a
equipe para aperfeiçoar as ações da escola como um todo. E também averiguar se
o desempenho e prioridades determinadas coletivamente estão sendo realizadas e
atendidas com os resultados esperados.
A lei
nº 9.394/96 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação), quando trata da avaliação
na Educação Básica no artigo 24, inciso V, pronuncia:
- A verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
→
avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos
aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do
período sobre os de eventuais provas finais;
→
possibilidade de aceleração de estudos para aluno com atraso escolar;
→
possibilidade de avanço nos cursos e nas séries mediante verificação do
aprendizado;
→
aproveitamento de estudos concluídos com êxito;
→
obrigatoriedade de estudos de recuperação, de preferência paralelos ao período
letivo, para os casos de baixo rendimento escolar, a serem disciplinados pelas
instituições de ensino em seus regimentos.
É de
suma importância que as recomendações descritas acima sejam analisadas pelo
gestor escolar em conjunto com sua equipe pedagógica e corpo docente e relacionada
com o projeto político pedagógico da escola para averiguar se está conforme com
a lei e assim depois tratar de estabelecer um trabalho tendo em vista o que
está descrito no projeto político-pedagógico, no plano de desenvolvimento e no
regimento da escola. Esses documentos servirão de referência para o
planejamento e a desempenho da avaliação.
1.4 AS FORMAS DE AVALIAR
Segundo
Souza (1991), ao avaliar o educador deve estar baseado nas seguintes questões:
·
continuidade:
a avaliação deve estar presente durante todo o processo educacional, e não
somente em períodos específicos;
·
compatibilidade
com os objetivos propostos: a avaliação deve estar em concordância com os
objetivos determinados como norteadores do processo educacional para que venha
desempenhar a função de diagnóstico;
·
amplitude:
a avaliação deve estar presente em todas as perspectivas do processo
educacional, avaliando assim todos os comportamentos do domínio (cognitivo,
afetivo e psicomotor);
·
diversidade
de formas: para avaliar deve-se empregar as várias técnicas prováveis.
Avaliar
é uma ação complicada, cuja responsabilidade não é competência única do
educador, mas sim de todos os elementos complementares do processo educacional
(educandos, pais, gestor e equipe pedagógica).
Para
Souza (1991), as práticas de avaliação são determinadas pela percepção de mundo
dos educadores envolvidos no processo, ou seja, a definição dos instrumentos de
avaliação é produzida pelos conceitos e modelos da realidade do sistema em que
o educador opera.
Desta
forma, o compromisso do educando não é com a informação, mas sim com o sucesso
nesses instrumentos estipulados. A ansiedade está em conseguir os pontos
determinados para cada atividade sugerida dentro do processo avaliativo.
Segundo
Guimarães (2005), é impossível refletir numa avaliação tradicional, onde se
avaliar a quantidade de conteúdos que o aluno aprendeu, seja por um teste, uma
prova ou um trabalho feito em casa e apresentado na escola.
Este
tipo de avaliação, segundo Guimarães (2005), não é eficaz, pois, estes
instrumentos de avaliação não levam em consideração o processo que o aluno
percorreu. Na maioria das vezes o foco da avaliação não está no educando, e sim
no conteúdo ministrado.
Ao
avaliar o educador necessita saber a priori qual o objetivo da avaliação e
traçar quatro competências básicas: pessoais, relacionais, cognitivas e
produtivas, pois somente assim esta se tornará uma oportunidade de
aprendizagem.
Para
Guimarães (2005), a avaliação da aprendizagem necessita ter como fundamental
objetivo, qualidade de aprendizagem. Isto é, o processo de avaliação deve
apresentar novas oportunidades de aprendizagem, admitindo que o educando
reflita sobre o seu desenvolvimento e, partindo de intervenções externas possa
ter uma atitude pró-ativa, avançando no seu ciclo de desenvolvimento.
Segundo
Guimarães (2005), o educador deve observar e acompanhar o educando, durante
este processo de observação, o professor deverá intervir para que os alunos, de
fato, desenvolvam suas competências e todo o processo deve ser devidamente
registrado, para que seja possível fazer uma análise comparativa do início com
o final do processo.
Uma
avaliação que se sugere uma oportunidade de aprendizagem deve enfocar o
desenvolvimento de capacidade, deve servir para auxiliar esse desenvolvimento,
partindo de ações do educador como: observação, questionamento, registro e feedback, tendo alguns indicadores como
parâmetro para todo o processo.
2
A
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Este
capítulo tenta analisar a questão da avaliação da aprendizagem e sua eficácia,
bem como os seus objetivos nas séries iniciais do ensino fundamental.
2.1
A AVALIAÇÃO NO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM
A constituição da identidade e autonomia refere-se ao progressivo conhecimento
que os educandos vão adquirindo de si mesmos, a auto-imagem que através deste
conhecimento se vai configurando e à habilidade para aproveitar recursos
pessoais de que disponha a cada momento.
Nas séries iniciais do ensino fundamental, fomentar a aprendizagem e o
desenvolvimento dos educandos constitui ajudá-las a prosseguir na definição da
própria identidade, no conhecimento e na valorização de si mesmos. Considerando
as situações educativas que o educando vive na escola, como a forma que são
avaliados e a forma como os educadores tratam essas atuações serão muito
importantes na constituição dos conceitos de si mesmos.
A avaliação neste período de aprendizagem deve combinar
as metas com o alento para superá-las, a correção com o encorajamento, o
reconhecimento dos limites com as possibilidades.
Segundo Zabala (1998), o processo de avaliação nas séries
iniciais do ensino fundamental se dá de forma contínua, sendo analisados os
principais aspectos que envolvem o desenvolvimento da criança: cognitivo,
afetivo e psicomotor. O currículo prioriza a linguagem em distintas
perspectivas, o raciocínio lógico-matemático, a sociabilidade e o movimento,
que tornam-se referência para a avaliação sistemática das crianças, no que
tange à constituição de competências e habilidades.
A
partir de instrumentos pré-definidos, destacando-se a observação, é admissível
avaliar e acompanhar o processo de construção do conhecimento de cada criança e
redirecionar o trabalho desenvolvido, conforme as necessidades e dificuldades
encontradas.
Para
Zabala (1998), aprender é dominar conteúdos e também mobilizar esses saberes
para o domínio de competências acadêmicas. Porém, aprender/avaliar não se
restringe à dimensão cognitiva. Integra, indissociavelmente, conhecimentos,
capacidades, comportamentos e atitudes, e ainda constituem objeto de avaliação
as áreas curriculares não disciplinares.
De
acordo com Zabala (1998), existem diversos recursos disponíveis para agregar o
processo de avaliação. Idealmente, esse processo deve ser composto por mais de
um desses instrumentos. Dentre os instrumentos disponíveis, salientam-se os
seguintes: pré-testes, auto-avaliação, observação, relatórios, acompanhamento,
discussões em grupo, estudos de caso, fichas e etc.
A
utilização dos instrumentos deve ser adaptada a situação em que o educador se
encontra. Por exemplo, aulas com muitos alunos inviabilizam a avaliação por
observação ou acompanhamento, enquanto que disciplinas práticas permitem esses
instrumentos de avaliação.
Para
Zabala (1998), nas séries iniciais, uma avaliação eficaz seria a avaliação
diagnóstica, ou seja, aquela que se faz no início do período letivo ou mesmo
antes de iniciar um tema na sala de aula. A idéia é fazer um diagnóstico,
observar se os educandos já sabem para assim poder planejar melhor as
atividades. O objetivo é saber o que já sabem para ajudá-los cada vez mais em
suas aprendizagens.
Segundo
Perrenoud (1999), a avaliação da aprendizagem é uma ação mediadora na
constituição do currículo e se encontra relacionada à gestão da aprendizagem
dos educandos. Na avaliação da aprendizagem, o educador não deve admitir que os
resultados das provas periódicas, geralmente de caráter classificatório, sejam
valorizados, ele deve ter noção da participação e produtividade do educando.
O
processo de avaliação ocupa lugar relevante nas práticas pedagógicas aplicadas
no processo de ensino-aprendizagem. Avaliar não se restringe à mecânica do
conceito formal e estatístico, não é somente aplicar notas, obrigatórias à
decisão de progresso ou retenção em determinados conteúdos.
A
avaliação da aprendizagem feita de forma qualitativa nas séries iniciais do
ensino fundamental deve permitir a tomada de decisão e o progresso da qualidade
de ensino, confirmando as ações em desenvolvimento e a necessidade de
regulações constantes.
Neste
período escolar, segundo Nérici (1977), a avaliação deve ser uma fase de um
processo maior que compreende uma constatação prévia. A avaliação é o método de
análise, valorização do que o educando revelou ter aprendido durante um período
de estudo ou de desenvolvimento do processo ensino-aprendizagem.
O foco
da aprendizagem deve estar no educando fazendo com que a aprendizagem seja
benéfica e prazerosa. Neste contexto, a avaliação deve ser um subsídio para se
saber quais objetivos foram alcançados, quais ainda faltam e quais as
interferências do educador que podem ajudar o educando.
A
avaliação torna-se necessária como ferramenta de diagnóstico e acompanhamento
do processo de aprendizagem. O foco da educação deve ser o resultado de seu
ensino para o educando e não a sua média do na escola, pois quando se registra,
em forma de nota, o resultado obtido pelo educando, fragmenta-se o processo de
avaliação e insere uma burocratização que leva o detrimento do significado do
processo e da dinâmica da aprendizagem.
Para
Bevenutti (2002), a avaliação é a parte mais importante de todo o processo
ensino-aprendizagem. Avaliar é mediar o processo ensino/aprendizagem, é
oferecer recuperação imediata, é promover cada ser humano, é vibrar junto a
cada aluno em seus lentos ou rápidos progressos.
Segundo
Bevenutti (2002), o grande desafio para construir novos caminhos é uma
avaliação com critérios de entendimento reflexivo, conectado, compartilhado e
autonomizador no processo ensino/aprendizagem, pois desta forma estará formando
cidadãos conscientes, críticos, criativos, solidários e autônomos.
Perrenoud
(1999) afirma que mudar a avaliação significa provavelmente mudar a escola.
Automaticamente, mudar a prática da avaliação nos leva a alterar práticas
habituais, criando inseguranças e angústias e este é um obstáculo que não pode
ser negado, pois envolverá toda a comunidade escolar.
Deve-se
neste sentido repensar a avaliação, romper paradigmas, mudar a concepção, mudar
a prática, e assim construir uma nova escola.
2.1.1
Análise de provas
Pretende-se
neste tópico analisar alguns testes encontrados e aplicados na Rede Estadual de
Uberlândia, para tal, fez-se importante retirar o nome da escola e do educador
que aplicou o teste, afim de manter a privacidade da instituição e do educador
analisado.
|
Teste de Ciências aplicado as 2ª série do Ensino
Fundamental
1 - Ligue: (0,5 -
2,5)
Animais domésticos
Animais que
fornecem fios e couro
Animais que
fornecem a carne
Animais que fornecem
o leite
Animais que
fornecem os ovos
2 – Responda: (1,5)
a) O que é peçonha?
(0,5)
b) Cite 2 tipos de
animais parasitas? (1,0)
3 – Complete usando
as palavras do quadro abaixo: (0,5 – 2,0)
a) ___________________
é uma doença que atinge um grande número de pessoas de uma região.
b) Os vírus e as
bactérias são tão pequenos que só podem ser vistos com o auxílio de uma
aparelho chamado________________________________.
c) As
__________________________ nos protegem de várias doenças.
d) As doenças
causadas por vermes chamam-se _____________________________.
4 – Marque V ou F
(0,5 – 3,0)
( ) devemos lavar bem as frutas e
verduras ante de comê-las.
( ) devemos comer carne mal cozida ou
passada.
( ) não podemos brincar na água das
enchentes.
( ) devemos lavar as mãos antes das
refeições e após usar o banheiro.
( ) devemos andar sempre descalço na
terra.
( ) devemos beber água filtrada ou
fervida.
5 – Numere de
acordo: (0,25 – 1,0)
(1) doenças
contagiosas (2)
doenças não-contagiosas
( ) diabetes
( ) caxumba
( ) sarampo
( ) reumatismo
6 – Complete usando
as palavras do quadro abaixo:
a)
Todo______________________ pode ser derretido para a fabricação de novas
garrafas.
b) O lixo deve ser
colocado em ________________________, com a boca amarrada, em lugar
determinado para a coleta.
c) O papel,
plásticos, latas, vidros quebrados e garrafas fazem parte do
__________________.
7 – Cite 3 tipos de
atendimento médico público em nossa cidade.
8 – Marque V ou F:
( ) As vacinas nos protegem de várias
doenças.
( ) A pessoa doente deve ir primeiro
na farmácia.
( ) Não use pratos, copos e talheres
que foram usados por pessoas doentes.
( ) Podemos usar roupas de vestir de
pessoas doentes.
|
|
Teste de Geografia e História aplicado a 2ª série do
Ensino Fundamental
1 – Observe o mapa
e responda: (1,0 – 2,0)
a) Quais são os
distritos de Uberlândia?
b) Qual a cidade
que está localizada ao sul de Uberlândia?
2 – Responda: (1,0
– 3,0)
a) Qual é o nome do
atual prefeito de Uberlândia?
b) Em que estado
Uberlândia está localizado?
3 – Numere de
acordo: (0,5 – 2,0)
(1) vegetação
(2) flora
(3) plantas nativas
(4) cerrado
( ) tipo de vegetação predominante em
nosso município.
( ) plantas que nascem sem o auxilio
do homem.
( ) são várias as espécies de
vegetais que cobrem uma região.
( ) é o conjunto de plantas de uma
região.
4 - Desenhe a
vegetação de Uberlândia. (0.5)
5 – Responda:
a) Em qual estação
do ano estamos agora?
6 - Complete as frases:
a)
_________________________ é a estação das frutas.
b)
_________________________ é a estação do frio.
c)
_________________________ é a estação das flores.
d)_________________________
é a estação mais quente.
7 - Complete:
O movimento de
pessoas e de veículos nas ruas é chamado de _______________________
Observe a cena e
escreva duas frases sobre ela:
Assinale com X as
frases indicam atitudes corretas no trânsito:
( ) obedecer aos sinais de trânsito
( ) atravessar a rua sem prestar
atenção
( ) descer do ônibus somente quando
ele estiver parado
( ) jogar bola na rua
( ) não andar de bicicleta em rua
movimentada
( ) andar sempre pela calçada
( ) atravessar a rua fora da faixa de
segurança
( ) não jogar bola na rua
( ) olhar para os dois lados de atravessar
a rua
8 – Separe em duas
colunas os direitos e os dever dos alunos:
a) Chegar na hora
certa para as aulas.
b) Ir todo dia à
escola.
c) Ser respeitado
por todos.
d) Dar suas
opiniões.
e) Receber amor e
carinho.
f) Fazer todas as
tarefas escolares.
g) Respeitar todas
as pessoas.
h) Ir para as aulas
sempre limpo e arrumado.
|
Os testes
analisados mostram que o objetivo do educador ao aplicar este tipo de avaliação
é considerar os resultados da aprendizagem, incidindo principalmente sobre os
processos desenvolvidos pelos educandos face as tarefas propostas.
O professor elaborou questões baseadas
no conteúdo ministrado a fim de medir a apreensão do educando. Este é um tipo
de avaliação classificatória, pois avalia o educando de acordo com seu desempenho,
num determinado momento, em comparação com os resultados do conjunto da classe,
sem que o educando tenha a oportunidade de expor seus pontos de vista sobre
suas respostas, as hipóteses que teriam levantado para a solução das questões
propostas e a possibilidade de aprender a partir de erros, passíveis de serem
revistos, se tais questões fossem discutidas com a classe.
O educador ao elaborar este tipo de
testes baseados em objetivos definidos, deve ao corrigir discutir com os alunos
para poder solucionar seus problemas de aprendizagem, pois desta forma este
tipo de teste torna-se uma avaliação diagnóstica. As avaliações devem
constituir uma nova descoberta e a possibilidade de gerar novas aprendizagens,
a avaliação da aprendizagem deve ser algo dinâmico e não estático.
2.2 AUTO-AVALIAÇÃO
Segundo
Pellegrini (2003), na auto-avaliação o educador deixa de ser o sujeito que
passa as informações para virar quem, numa parceria com educandos, prepara
todos para que elaborem seu conhecimento. Em vez de impor conteúdos em frente
ao grupo, ajusta seu trabalho no jeito de fazer os educandos desenvolver formas
de aplicar esse conhecimento no cotidiano.
Na
auto-avaliação o educador utiliza a observação diária e multidimensional e
instrumentos variados, propostos de acordo com cada objetivo. Para que a
auto-avaliação sirva à aprendizagem é fundamental reconhecer cada educando e
suas necessidades. Assim o educador será capaz de refletir em caminhos para que
todos alcancem os objetivos.
Para
Pellegrini (2003), o objetivo do educador neste tipo de avaliação é fazer com
que todos aprendam, uma das primeiras providências é sempre informar o que vai
ser visto em aula e o porquê de estudar aquilo.
O
educando precisa conhecer sempre onde está e o que fazer para prosseguir no processo
ensino-aprendizagem. Quando o educador debate com os estudantes os objetivos de
uma atividade ou unidade de ensino, oferece meios para que eles acompanhem o
próprio desenvolvimento.
As
considerações finais da auto-avaliação são capazes de servir tanto para
provocar ações individuais como para redefinir a orientação de um projeto para
a classe como um todo. Esse método pode ir além da apreciação do domínio de
conteúdos e conceitos e apontar como está a relação entre os colegas e com o
educador.
Segundo
Pellegrini (2003), durante o processo de auto-avaliação, é importante que todos
possam expor sua análise, discutir com o professor e os colegas, relatar suas
dificuldades e aquilo que não aprenderam.
Além
de ser mais uma ferramenta para aperfeiçoar o trabalho docente, a
auto-avaliação é uma estilo de requerer a autonomia dos educandos. Para que
isso verdadeiramente ocorra, o processo precisa ser democrático.
A
auto-avaliação melhora a aprendizagem do educando porque através deste método
didático o educador participa os objetivos do trabalho com a turma, os educandos avaliam a si próprios e aos
colegas, ponderam o próprio desenvolvimento, sentem-se determinados a progredir
e notam obstáculos como algo a ser superado.
Segundo
Pellegrini (2003), a auto-avaliação visa à melhoria da aprendizagem porque esta
metodologia investiga como os educandos estão aprendendo e o que deve ser
feito. Os educandos devem perceber que a auto-avaliação tem como objetivo fazer
todos aprenderem, procurando sanar as dificuldades específicas de cada um os
alunos têm a oportunidade de desenvolver atividades que objetivam resolver suas
dúvidas e progredir.
Na
auto-avaliação o educador não tem a preocupação de rotular melhores e piores,
mas de fazer com que todos aprendam. Para isso, diversifica o planejamento, os educandos são respeitados em sua individualidade e podem observar seu
desenvolvimento em relação a si próprios, dentro do ritmo de aprendizagem de
cada um.
2.3
PORTFÓLIO
A avaliação na maioria das vezes
impede que os educandos apreciem, pensem e reflitam acerca do seu próprio
trabalho. A avaliação aparece como algo externo, que surge de fora e,
geralmente, não é ponderada uma responsabilidade pessoal do educando. O que
parece contar não é a apreensão, as experiências e os conhecimentos que ele
detém, mas antes a sua atuação no limitado espectro de questões oferecidas nos
testes.
Segundo Fernandes (1994), é
indispensável descobrir formas de avaliar as aprendizagens que forneçam mais
conhecimento aos educadores e que desenvolvam a responsabilidade pessoal dos
educandos na reflexão e na crítica ao seu trabalho. Ou seja, que permitam
identificar o desenvolvimento dos educandos ao longo do tempo de forma a
torná-los avaliadores conscientes das suas próprias histórias como aprendentes.
A utilização de portfólios de
trabalhos produzidos pelos educandos ao longo de um período de aprendizagem é
uma abordagem que tem sido utilizada por educadores para alcançar os objetivos
e a eficácia do processo ensino-aprendizagem.
De acordo com Fernandes (1994), um
portfólio de ênfase de aprendizagens é uma coleção organizada e devidamente arquitetada de trabalhos produzidos por um educando ao longo de um
dado período de tempo, de forma a poder proporcionar uma visão tão alargada e
pormenorizada quanto possível das diferentes componentes do seu desenvolvimento
cognitivo, metacognitivo, afetivo ou moral.
Tanto o educador quanto o aluno
compartilham responsabilidades na sua preparação determinando o que incluir no
portfólio, em que condições, com que objetivos e qual o método de avaliação. As
evidências de aprendizagem a abranger podem ser de natureza distinta e devem
refletir os aspectos enfatizados pelo currículo, pela escola, pelo educador e
pelo educando.
Segundo Fernandes (1994), um portfólio
pode incluir relatórios, composições, pequenas redações escritas a uma visita
de estudo ou a um filme educativo que passou na televisão, testes, trabalhos
individuais ou de grupo, trabalhos de casa, desenhos, diagramas, reflexões do
educando acerca da disciplina, ou resoluções de exercícios e de problemas.
Todos estes trabalhos, devidamente
datados, poderão ir sendo incluídos no portfólio de forma a fornecerem uma
imagem dos progressos, das aprendizagens, das necessidades e das experiências
do educando.
Para Fernandes (1994), o portfólio não
é um mero repositório de trabalhos organizados numa pasta de arquivo ou numa
caixa. A idéia da sua utilização encerra objetivos que, uma vez alcançados,
permitem enunciar diversas vantagens dos portfólios. Dentre estes destacam-se:
- a contribuição para o alinhamento entre o currículo, as metodologias utilizadas e a avaliação, através de uma maior coincidência das tarefas de avaliação com as de aprendizagem;
- a diversificação dos processos e objetos de avaliação, nomeadamente, através da: contextualização, ou seja, de uma maior ligação da avaliação à situação em que se desenvolveu a aprendizagem, evitando realizá-la através de tarefas formais, desligadas do contexto;
- reflexão dos educandos acerca do seu próprio trabalho;
- participação ativa dos educandos no processo de avaliação;
- identificação dos progressos experimentados e das dificuldades mais características dos alunos, dada a natureza longitudinal dos portfólios;
- facilitação do processo de tomada de decisão pelos professores, a todos os níveis, porque ficam a conhecer melhor a forma como o currículo é desenvolvido e as principais características dos alunos;
- a ênfase no caráter positivo da avaliação, uma vez que os alunos têm mais possibilidades de mostrar o que sabem e são capazes de fazer o que contribui para melhorar a sua auto-estima.
Os portfólios podem influenciar
positivamente as formas como se ensina, se aprende e se avalia. Podem dar
origem a uma outra cultura a uma outra idéia de sala de aula: um local em que
as aprendizagens se vão estabelecendo em conjunto e individualmente ao ritmo de
cada um, em que se reflete e pensa, em que se apreciam as experiências,
intuições e saberes de cada educando, em que se acredita que as dificuldades
podem ser superadas e em que, essencialmente, se aprende.
3 A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO NAS SÉRIES INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Este capítulo buscou questionar os
processos de avaliação da aprendizagem dos alunos que estão, usualmente,
centrados num desempenho cognitivo, sem referência a um projeto
político-pedagógico de escola, e, ainda, o sentido das avaliações escolares que
se têm direcionado, especialmente, para o ato de aprovar ou reprovar os alunos.
3.1 O PROFESSOR E AS FORMAS DE SE
AVALIAR
Tudo vai depender da
maneira como são propostas as questões. Se a intenção não for apenas a de
verificar quantas informações o aluno "guardou em sua cabeça", mas
sim a de perceber como o aluno está aproveitando tudo o que ele aprendeu
durante as aulas, para compreender os temas estudados no curso e para resolver
problemas propostos pela disciplina estudada, então a prova pode ser um bom
momento para professores e alunos efetuarem uma revisão de tudo o que foi – ou
deveria ter sido aprendido – e perceberem o que ainda pode ser melhorado.
Uma boa alternativa é
permitir que os alunos re-elaborem as questões da prova nas quais não
conseguiram um bom resultado, de modo que possam recuperar as falhas
anteriores.
A prova operatória
constitui um instrumento de avaliação que corresponde a uma nova oportunidade
dada ao aluno para ampliar o seu conhecimento sobre uma determinada matéria. É
possível avaliar os alunos mediante a aplicação de provas sem que essa
atividade seja, apenas, uma tarefa burocrática, a qual rouba dos professores e
alunos tempo preciosos que poderia estar sendo dedicado ao desenvolvimento do
ensino e do aprendizado. Para eles, uma prova pode ser considerada operatória
quando:
Longe
de ser mecânicos questionários, testes ou exercícios for um momento a mais para
o aluno viver internamente a construção ou reconstrução de conceitos ao longo
do caminho da aprendizagem. Ou seja, um momento de aprendizagem, (HOFFMAN,
1994, p. 34).
Além de explicitarem os
objetivos e as ações que devem ser cumpridos pela realização de uma prova, os
autores desenvolvem a proposta no sentido de torná-la mais clara.
As questões referem-se a
temas atuais que tenham relevância para a compreensão do mundo, contribuindo
para a reflexão do aluno sobre contexto histórico em que vive. O aluno que se
vê convidado a refletir sobre o mundo que o cerca sente que não está
respondendo a uma questão apenas porque o professor quer assim, mas percebe a
importância do estudo de cada disciplina específica para o conhecimento de uma
realidade da qual ele próprio faz parte.
Sendo assim, a avaliação
escolar deve permitir verificar não apenas a retenção de informações sobre a
matéria pelo aluno, mas, principalmente, se os alunos estão sendo capazes de
utilizar aquilo que aprenderam a partir dos exemplos dados pelo professor na
compreensão de casos análogos.
Segundo Demo (1996), avaliamos o êxito de qualquer ensino não pela
capacidade de reprodução que o aluno tem do que lhe foi apresentado como
informação ou caso exemplar, mas pela sua capacidade de construir soluções
próprias a novos problemas, ainda que para isso ele recorra àquilo que lhe foi
colocado como caso exemplar, ou seja, que ele lance mão das ‘soluções
canônicas’ que lhe foram apresentadas.
Para dar um exemplo, não
pode ter certeza de que um aluno aprendeu um novo idioma apenas ao verificar
que reproduziu um texto escrito em alemão, pois, para tal basta ter boa
coordenação e prestar atenção na tarefa. Evidentemente, contudo só pode dizer
que uma pessoa aprendeu alemão quando observa que ela é capaz de criar um novo
texto em alemão e não apenas copiar.
Ao avaliar as competências
dos alunos é preciso definir adequadamente os objetivos que o aluno deve
alcançar e levar em consideração ainda uma distinção no que se refere à
correção para o aprendizado de informações.
A avaliação escolar é um
processo pelo qual se observa, se verifica, se analisa, se interpreta um
determinado fenômeno (construção do conhecimento), situando-o concretamente
quanto aos dados relevantes, objetivando uma tomada de decisão em busca da
produção humana.
Segundo Luckesi (1999), o ato de avaliar tem, basicamente, três
passos: Conhecer o nível de desempenho do aluno em forma de constatação
da realidade. Comparar essa informação com aquilo que é considerado
importante no processo educativo. (qualificação). Tomar as decisões que
possibilitem atingir os resultados esperados.
Neste sentido, é essencial
definir critérios onde caberá ao professor listar os itens realmente
importantes, informá-los aos alunos sem uma necessidade, pois a avaliação só
tem sentido quando é contínua, provocando o desenvolvimento do educando. O
importante é que o educador utilize o diálogo como fundamental eixo norteador e
significativo papel da ação pedagógica.
Freire (1999) argumenta
que o diálogo é a confirmação conjunta
do professor e dos alunos no ato comum de conhecer e reconhecer o objeto
de estudo. Então, em vez de transferir o conhecimento estaticamente, como se
fosse fixa do professor, o diálogo requer uma aproximação dinâmica na direção
do objeto. O diálogo é
visto como uma concepção dialética de educação, pois se supera tanto o sujeito
passivo da educação tradicional, quanto o sujeito ativo da
educação nova em busca de um sujeito interativo.
Faz-se necessário ao
educador o comprometimento como profissional durante as suas inter-relações em
que o compromisso não pode ser um ato passivo, mas sim a inserção da práxis na
prática educativa de professor e aluno.
Freire (1999), afirma que
se a possibilidade de reflexão sobre
si, sobre seu estar no mundo, associada indiscutivelmente à sua ação sobre o
mundo, não existe no ser, seu estar no mundo se reduz a um não poder transpor
os limites que lhe são impostos pelo próprio mundo, do que resulta que este ser
não é capaz de compromisso. É um ser imerso no mundo, no seu estar, adaptado a
ele e sem ter dele consciência.
Por conseguinte, a
avaliação qualitativa deve estar alicerçada na qualidade do ensino e pode ser
feita para avaliar o aluno como um todo no decorrer do ano letivo, observando a
capacidade e o ritmo individual de cada um. Desta forma, para haver uma
avaliação qualitativa e não classificatória deve acontecer uma mudança nos
paradigmas de ensino em relação à democratização do excesso da educação escolar
e com isso haverá uma qualidade de ensino do educando onde acontecerá um sentido
de evolução produtiva nos processos avaliativos.
A auto-avaliação deve
estar presente em todos os momentos da vida, uma vez que é o ato de julgar o
próprio desempenho de aluno e professores. O educador deve se auto-avaliar,
revendo as metodologias utilizadas na sua prática pedagógica. E a
auto-avaliação do aluno para avaliar o professor deve servir como subsídio para
a sua própria auto-avaliação, momento este que servirá para refletir sobre a
relação e interação entre educando e educador. Portanto, o professor deve
utilizar instrumentos avaliativos vinculados à necessidade de dinamizar,
problematizar e refletir sobre a ação educativa / avaliativa da instituição.
Propicia, portanto, condições para o aluno refletir sobre si mesmo e o que tem
construído ao longo da vida.
Uma grande questão é que
avaliar envolve valor, e valor envolve pessoas. Quando se avalia uma pessoa, se
envolve por inteiro – o que se sabe, o que sente, o que se conhece desta
pessoa, a relação que se tem com ela. E é esta relação que o professor acaba
criando com seu aluno. Então, para que ele transforme essa sua prática, algumas
concepções são extremamente necessárias.
O sentimento de
compromisso em relação àquela pessoa com quem está se relacionando e
reconhecê-la como uma pessoa digna de respeito e de interesse. O professor
precisa estar preocupado com a aprendizagem desse aluno, principalmente quando
percebe nele, dificuldades oriundas e distúrbios mentais ou sensoriais.
3.2 FATORES QUE PODEM AFETAR A
APRENDIZAGEM E PREJUDICAR A AVALIAÇÃO
O sistema nervoso comanda
todos os outros sistemas do nosso corpo. Por esse motivo, ele interfere em
várias atividades humanas, especialmente no campo da aprendizagem.
Muitos distúrbios
neurológicos podem atingir tanto crianças quanto adultos, causando problemas de
fala, de locomoção, de memória, do próprio funcionamento do cérebro
(raciocínio) etc. Esses distúrbios prejudicam qualquer tipo de aprendizagem.
Deve-se reconhecer as
inúmeras diferenças, entendê-las e respeitá-las. Percebe-se que em todas as escolas,
em todas as séries, encontram-se alunos com problemas de aprendizagem,
agressividade e com pouca estimulação para estudar. Estes alunos, muitas vezes
são discriminados e apontados como alunos problemas. São alunos que algum
momento apresentaram problemas em seu desempenho escolar, e nada foi feito ou
muito pouco para compensar o que não aprenderam. Para a Escola, às vezes
representam casos perdidos, que quanto mais rotulados mais problemas
representam.
Segundo Fernandez (1991),
uma mensagem que precisa ser decodificada pelo professor é uma mensagem que a
criança emite, como um grito de desespero de incompreensão do que acontece; é
um pedido falido de ajuda.
O trabalho pedagógico
deveria partir de uma auto-avaliação do professor quanto a sua postura. Após
olhar para bem dentro de si, só então, é que o educador pode olhar para o aluno
como mediador, não só de conhecimento, mas também de carinho, compreensão e
ajuda mútua. Ser professor não é só passar conteúdos, mas ajudar na formação
para se tornar um cidadão feliz. O potencial de cada criança deve se buscar
inesgotavelmente e expandir este potencial por intermédio de uma orientação
individualizada de acordo com a capacidade de cada um. Toda criança possui um
potencial pronto para ser expandido, pois é seres que se desenvolvem
continuamente.
Um dos principais
objetivos do professor e dos pais é de instigar o interesse e o amor da criança
pelos estudos. Se a criança não for motivada não terá interesse em aprender. É
preciso dar-lhe o empurrão inicial, colocá-la em movimento, transmitir-lhe
animo.
De acordo com as
características individuais dos alunos, o professor poderá definir os tipos de
testes de prontidão a que eles deverão ser submetidos para atingir um bom nível
inicial de aprendizagem assim estará evitando futuros distúrbios de
aprendizagem. Por isso, cada caso deve ser avaliado particularmente, incluindo
na avaliação o entorno familiar e escolar. "Distúrbio
neurológico" misterioso e não-detectável.
É preciso levar a sério a
Educação. E isto só se faz através da prática construtiva. É necessário
refletir na atual situação em que se encontra a Educação, e tornar-nos
consciente, tomando algumas medidas para melhor saber desenvolver os conteúdos
educacionais, usando formas coerentes para melhorar o sistema de avaliação de
nosso país, para que nossos educandos sejam no futuro verdadeiros cidadãos
conhecedores, participantes e formadores de consciência concernentes à cidadania
ao seu papel como cidadão.
As formas de avaliação
tradicionais usadas em nosso país têm tomado rumo desastroso em nossas escolas
e promovido números assustadores de evasão, A Educação é um direito que deve
ser assegurado a todos, através de ações desenvolvidas pelo Estado e pela
família, com a colaboração da sociedade. Mas nem sempre esses direitos são
respeitados.
Assim, os gestores e
professores devem amenizar os problemas da evasão nas instituições brasileiras,
trabalhando diretamente com a sociedade e os pais dos alunos evadidos,
conscientizando-os da necessidade da permanência de seus filhos na Escola e os
demais alunos tendentes a evadirem através de infreqüência.
Quando a coordenação
pedagógica, a direção e os professores devem adquirir conhecimento de casos de
alunos que faltam a Escola, comunicar aos pais e procura saber dos reais
problemas de sua ausência a Escola, desta forma, com certeza, os resultados
serão mais positivos.
Na verdade, mediante as
reprovações e defasagem de conhecimento que se encontram os nossos alunos hoje,
é preciso parar e refletir de que forma estamos avaliando nosso aluno, se esta
avaliação está servindo apenas para aprovar ou reprovar o aluno, puni-lo ou
apenas controlá-lo, sem levá-lo a uma real melhoria na aprendizagem.
CONSIDERAÇÕES
FINAIS
A
própria circunstância de aprendizagem deve implicar como avaliar. Ao avaliar deve-se levar em conta a capacidade do
educando de mobilizar os
conhecimentos construídos para enfrentar uma situação específica. Os educandos devem estabelecer conceitos e
conhecimentos no contexto em que estes funcionem como recursos para a solução
de problemas.
O
que precisa ser avaliado é como os conhecimentos estabelecidos estão sendo
mobilizados e as próprias situações de aprendizagem irão sugerir os melhores
instrumentos. A avaliação é um caráter constante em todo trabalho planejado. É
a verificação da relação entre a proposta de trabalho e sua consecução.
A
avaliação na series inicias do ensino fundamental tem por finalidade constatar
a adequação do desenvolvimento do educando face aos objetivos propostos,
levando-se em consideração as características da faixa etária.
A
avaliação nesta etapa da vida tem por objetivo a verificação das aprendizagens
qualitativa e quantitativa, com o predomínio do aspecto qualitativo sobre o
aspecto quantitativo. Os resultados da aprendizagem são conferidos através de
avaliação sistemática e contínua dos trabalhos, pesquisas, experiências,
exercícios, leituras e provas.
Uma
avaliação somente será eficaz e cumprirá seus objetivos se: acompanhar e
verificar o desempenho e a aprendizagem dos conhecimentos; verificar se o
educando transfere conhecimento na resolução de situações novas; avaliar se o
educando está se apropriando dos conhecimentos e se estes estão sendo
significativos e contínuos e repensar novas estratégias de trabalho em classe.
Todo
trabalho realizado com o educando é em potencial um instrumento de avaliação,
estes instrumentos devem avaliar o educando passo a passo, de forma contínua.
São de suma importância a auto-avaliação e a avaliação diagnóstica. Toda
proposta deve levar o educando a estar em contato com a construção do
conhecimento e os instrumentos devem avaliar o raciocínio e a criatividade do educando.
A
avaliação deve ser feita de forma a contribuir para formar o indivíduo
respeitando suas diferenças e individualidades para que ele seja capaz de
resolver os conflitos encontrados no dia-a-dia. Sendo assim um verdadeiro
cidadão é capaz de exercer sua própria cidadania na prática e conscientizar os
demais ao seu redor.
De
acordo com os levantamentos de dados sobre os diversos sistemas de avaliação,
notamos o se grau de complexidade. Percebemos que, dependendo do uso que se
faça da avaliação, o educador poderá estar condenando seus alunos a uma pena
cruel, sem que ele perceba o que esta fazendo. Portanto se torna necessário a
cada educador ao mesmo tempo dar condições para que nossos alunos possam
exercer sua função como ajudante e construtor deste sistema, podendo entender o
que é uma avaliação de desempenho escolar e que os profissionais que atuam na educação
possam se conscientizar que uma avaliação inadequada pode contribuir para uma
total exclusão social.
REFERÊNCIAS
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do Curso. Brasileira de Contabilidade. São Miguel do Oeste – SC: ano 1,
n.01, p.47-51, jan.2002.
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ESTEBAN, M. T.(org.) Avaliação: uma prática em busca de novos sentidos.
Rio de Janeiro: DP&A, 2001.
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FERNÁNDEZ,
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GANDIN,
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participativo. Petrópolis: Vozes, 1995.
GUIMARÃES, Maria I. Avaliação como Oportunidade de Aprendizagem.
São Paulo: Saraiva, 2005.
HADJI, Charles. Avaliação
Desmistificada. Trad. Patrícia C. Ramos. Porto Alegre: Artmed, 2001.
HOFFMANN,
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LUCKESI, Cipriano C. Avaliação da Aprendizagem Escolar. São
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MÉNDEZ, Juan M. A. Avaliar
para conhecer, examinar para excluir. Tradução de Magda Schwarzhaupt
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NÉRICI, Imideo G. Metodologia do ensino: uma introdução.
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NOIZET, G. & CAVERNI, J. Psicologia
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PELLEGRINI, Denise.
Avaliar para ensinar melhor. São Paulo: Revista
Nova Escola, ed. nº 159, janeiro/fevereiro de 2003.
PERRENOUD, Philippe. Avaliação:
da excelência à regulação das aprendizagens: entre duas lógicas. Porto Alegre:
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SOUZA,
Sandra Z. L. de. Revisando a Teoria da Avaliação da Aprendizagem.
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VASCONCELLOS, Avaliação: Concepção
dialética-libertadora do processo de avaliação escolar. São Paulo: Libertad,
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ZABALA, A. A prática Educativa: como ensinar. Porto Alegre: Artmed, 1998.
ANEXOS
Anexo
1 – Tipo de atividade desenvolvida nas séries iniciais do ensino fundamental,
onde o educador através da observação auxilia seus alunos. Fotos: Gilvan
Barreto



Fonte:
PELLEGRINI, Denise. Avaliar para ensinar melhor. São Paulo: Revista Nova Escola, ed. nº 159,
janeiro/fevereiro de 2003.
Anexo 2 – Tipo de
avaliação encontrada em livros didáticos

Fonte: htpp://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext...
Anexo
3 – A avaliação da aprendizagem neste caso foi feita através da exposição de
trabalhos dos alunos

Fonte: http://lacteabrasil.org.br/images/conteudo/Desenhoscrianças.gif
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